quarta-feira, 17 de maio de 2017

MaidaVale – “Tales Of The Wicked West”

(2016 – Importado)
                                       
Sign Records

Classic Rock. Alguns irão dizer: ‘mais do mesmo?’. Dificilmente aparecerá algum grupo de Heavy Metal e/ou Rock & Roll fazendo algo realmente inédito. Na realidade, na música como um todo. É ruim? Não! Influenciar-se por outros grupos não é crime. O importante é ser ‘criativo’. Não há mal algum em se estabelecer dentro de certo nicho musical, tendo referências para a confecção e conclusão de quaisquer trabalhos autorais. O MaidaVale é bem isso: imaginação, competência e honestidade.

A banda sueca foi formada em um conservatório musical, logo após o término da graduação dos integrantes. É de suma importância saber profundamente teoria musical para compor? Não. Há inúmeros exemplos de bandas que, mesmo sem conhecimento técnico/teórico (que ultimamente, em alguns casos, é sinônimo de ostentação de música puramente mecânica e chata, pronto, falei! risos) fazem ótimos álbuns, com ‘sentimento’. Por outro lado, logicamente, ajuda na concretização das intenções musicais. Bom, isso dá uma briga, porque música não é só técnica. Melhor deixar para lá... (risos)

Influenciada por bandas do final da década de 60 e começo dos 70, o MaidaVale imprime características próprias ao Heavy psicodélico exposto nas nove músicas, que compõem o álbum “Tales of the Wicked West” de 2016. O trabalho de guitarras é um dos destaques. Pesado, ‘bluesy’, com ‘riffões’ e acordes abertos típicos dos anos 70. Solos muito bem construídos. A vocalista lembra a Mariska Veres da melhor fase do Shocking Blue (do hit Venus), em minha opinião, banda holandesa de rock ‘malucão’ (risos) do final dos anos 60.

Interessante notar que, apesar de europeia, a predileção musical da banda vai fundo na Costa Oeste Americana, pegando aquela onda meio ‘flower power’, meio Heavy Blues, com o uso de ‘cowbell’ no set de bateria, tudo o que uma ‘good’ (ou ‘bad’) ‘trip’ de peyote (risos), por exemplo, pode proporcionar.

Os meus destaques: (If You Want the Smoke) Be The Fire, Standby Swing e Heavy & Earth (instrumental ‘locona, lisérgica e ornando com a capa do disquinho). Formação: Linn Johannesson, Sofia Ström , Matilda Roth  e Johanna Hansson. Para os apreciadores de Classic Rock bem estruturado e interpretado!


8,5

Adalberto Belgamo


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