terça-feira, 18 de julho de 2017

Axel Rudi Pell – “The Ballads V”

(Nacional – 2017)
                                        
Shinigami Records

Mesmo quem não conhece e/ou acompanha a carreira do alemão Axel Rudi Pell vai sacar que o cara gosta de baladas. Isto porque o nome do disco entrega de bandeja seu conteúdo e o volume (quinta compilação do tipo) demonstra que esta saga pode não ter fim. Se isso é ruim ou bom veremos no futuro, pois o cara ainda não falhou nesse quesito.

O trabalho traz as baladas feitas a partir do álbum “Circle of The Of The Oath” (2012) até hoje, mais duas músicas inéditas, um cover inédito e uma faixa ainda não lançada. Todas, é claro, sendo baladas e mostrando todo o potencial não só de Axel, mas também do atual vocalista Johnny Gioeli.

O primeiro grande destaque fica por conta da faixa de abertura, afinal a participação especial nela é icônica. Nada mais nada menos que Bonnie Tyler participa da música Love's Holding On, dando ainda mais qualidade a uma canção pomposa, bela e com a melodia forte. E olha que Bonnie se mostra e muito em forma no auge de seus 66 anos.

A outra faixa inédita é On the Edge of Our Time e seus quase oito minutos de duração. O leitor pode se assustar e imaginar uma música sacal, mas a competência de Axel não permite isso e temos um ‘sonzão’ até obscuro e com leves linhas progressivas que culminam num potente refrão.

O cover inédito vai para I See The Fire de Ed Sheeran, mas a música não supera a clássica Hey Hey My My de Neil Young, que a banda apresenta aqui novamente e que saiu originalmente em “Into the Storm” de 2014. Quem acompanhou a banda desde então, sabe que músicas como Lived Our Lives Before e Forever Free são realmente maravilhosas. O detalhe fica por conta da semelhança entre as baladas dessa fase que abrange os últimos cinco anos do grupo, mostrando que qualquer um escorrega em si mesmo.

Ainda há duas composições ao vivo: The Line e o cover do Deep Purple para Mistreated que agregam bastante para a variação do tracklist. Destaque também para a bela capa que foge um pouco do contexto do disco, mas isso pouco importa para uma coletânea como esta. Quem gosta de baladas obviamente vai adorar.


8,0

Vitor Franceschini

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