quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Cradle of Filth – “Cryptoriana - The Seductiveness of Decay”

(2017 – Nacional)                

Nuclear Blast / Shinigami Records

Alguns dirão que é exagero, outros dirão que é clichê, já este que vos escreve diz que o Cradle of Filth não grava um álbum beirando a perfeição desde “Midian” (2000), talvez desde “Nymphetamine” (2004).

Isso não quer dizer que a banda só gravou coisa ruim de lá pra cá, pelo contrário, nunca gravaram algo ruim, mas ultimamente a banda cumpria com a obrigação de fazer bons álbuns, afinal o talento de seu líder, Dani Filht, é inegável.

Eis que chega este “Cryptoriana - The Seductiveness of Decay” e os caras pegam todos de surpresa, afinal esperávamos mais um cumpridor de tabela. Um disco excelente, bem composto, com temática cativante, as principais características da banda mantidas e, o melhor, com uma energia diferente, com vontade e garra.

Começando pelo que há de melhor nos destaques individuais, o trabalho de guitarras é soberbo! Ashok e Rich Shaw fazem um trabalho intenso desde o mar de riffs, que dão bases intensas às composições, até solos bem desenvolvidos e oportunos, sem exageros. Talvez esse seja o trabalho da banda onde o instrumento esteja mais evidente.

Outro fator importante são os arranjos ricos, típico do Cradle of Filht, soarem condizentes com uma objetividade impressionante. Isto é, a banda não cansa o ouvinte e consegue transmitir sua mensagem perfeitamente. Enfim, “Cryptoriana - The Seductiveness of Decay” é um disco direto, apesar de tudo, aliás, até visceral se guardadas devidas às proporções.

A morte e o sobrenatural, paixões dos seres humanos na era Vitoriana (época abordada no disco), servem como temáticas e se encaixam perfeitamente com a proposta. Tudo narrado por um Dani versátil e mantendo suas características da melhor forma possível (aliás, com a gana de um iniciante aqui).

A produção geral de Scott Atkins dispensa comentários, pois é mais uma que beira à perfeição, sendo que a obra de arte totalmente de acordo com a proposta é de Arthur Berzinsh. O tracklist é excelente e a versão ainda traz duas bônus, incluindo um cover ótimo de Alison In Hell, do Annihilator.


9,0

Vitor Franceschini


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