sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Cavalera Conspiracy – “Psychosis”


(2017 – Nacional)

Hellion Records

“Psychosis” é o quarto disco do Cavalera Conspiracy e nos traz muitas coisas. Todo mundo sabe que a dupla Max e Iggor Cavalera possuem uma química incomum desde os tempos de Sepultura, e pelo menos quando querem, o negócio não falha. Este novo álbum está aqui pra confirmar isso.

Mantendo as características que o Cavalera Conspiracy tratou de criar desde o debut “Inflikted” (2008) – que consiste numa mescla de Death, Thrash Metal e Industrial – este trabalho nos remete ao Sepultura, porém nada do auge da banda e sim do início de carreira.

Muitos acharão exagero, mas o mais atencioso, irá notar que a veia e gana da banda em muitas das composições de “Psychosis” nos remetem a “Morbid Visions” (1986) e “Schizophrenia” (1987). É claro que não podemos comparar com a produção de hoje, afinal, lá se vão 32 anos. Porém, é exatamente isso quem vem à tona, imaginarmos o quão ainda mais grandiosos seriam os álbuns citados... Se bem que tudo tem seu tempo.

Falando de “Psychosis”, o trabalho soa estranho de início, apesar de ser um disco direto em sua primeira metade. Composições poderosas, que ficam entra o Thrash e o Death Metal, com riffs soberbos de Marc Rizzo e Max, além de solos proporcionais de ótimo gosto, dão à tônica. Iggor mostra sua melhor performance na banda até então, porém ainda soando simples, mas com uma pegada que há tempos não se via.

A agressividade nos vocais de Max também agradam e muito, e ele continua inspirado nos temas de caos social. Faixas como Insane, Terror Tatics e Crom animam pela energia e agressividade que emanam, sendo que o disco cai no Industrial, mas mantem a qualidade em composições como a brutal Judas Pariah, uma das melhores da banda até então.

A produção de Arthur Rizk, que toca baixo e teclado no disco, é muito concisa e agrega demais ao trabalho em geral. “Psychosis” traz muitas participações sendo as principais de Jason Tarpey (Eternal Champion, Iron Age) e Justin Broadrick (Godflesh). Menção mais que oportuna para a lindíssima arte da capa, a cargo de Péter Sallai.


8,5

Vitor Franceschini

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