É inegável a importância da instituição Ratos de Porão para o rock brasileiro e todas as suas vertentes. Oriundos da cena Punk de São Paulo, a banda possui um legado invejável, sólido e honesto.
Apesar de não ter vivenciado a época em que este trabalho foi lançado, tenho ele como um guia fundamental para a música extrema em geral, principalmente vertentes que remetem desde o Hardcore, passando pelo Thrash Metal e Grindcore.
Depois de três álbuns completos e de flertar com o Thrash Metal em Descanse Em Paz (1986) e Cada Dia Mais Sujo e Agressivo (1987), a banda se enveredou de vez para os caminhos do Metal, aliando elementos do estilo ao seu Hardcore e tornando-se uma das maiores bandas de Crossover do mundo.
Brasil é um disco ímpar, que agrada todos os gostos dentro da música pesada. A formação da época é considerada uma das mais clássicas da banda, contando com João Gordo (vocais), Jão (guitarra), Jabá (baixo) e Spaghetti (bateria)
O álbum é recheado de clássicos que são pedidos nos shows até hoje. Nomes como “Amazônia Nunca Mais”, “Aids, Pop, Repressão”, “Beber Até Morrer”, “Plano Furado II”, “Crianças Sem Futuro” e “Máquina Militar” são apenas um quarto do que o disco proporciona de brutalidade e revolta, tudo recheado por um instrumental coeso, cheio de riffs Thrash Metal, cozinha técnica e veloz, além dos vocais insanos de João Gordo.
Toda a trilha sonora do disco envolve letras bem sacadas que servem, até os dias atuais, para a situação geral do país. Simplesmente um patrimônio do Rock/Metal nacional, que, se não for apreciado, deve no mínimo, ser respeitado.
Cadê a nota 10 da bagaça, Biro!!! Cra, na boa, não é porque eu gosto não, mas achei essa uma das melhores resenhas suas que já li. Parabéns!
ResponderExcluirCaro Koda, clássico não tem nota, é clássico, mais que 10. Obrigado por nos prestigiar!
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