O que dizer deste
clássico do Metal mundial? Além da grande iniciativa do selo Shinigami
Records em relançá-lo por aqui, todo remasterizado e com um
novo encarte, esse petardo faz parte da história do Heavy Metal, mais
especificamente do Thrash e Metal extremo em geral.
Este trabalho, o
primeiro full lenght dos monstros do Slayer, influenciou toda uma geração (pode
contar aí que Death – certa vez Chuck Schuldiner afirmou ser um de seus discos
preferidos – Sepultura e Morbid Angel foram muito influenciados por este disco)
e virou um marco do Thrash Metal mundial.
“Show No Mercy” pode
não ter o reconhecimento de álbuns como “Reign Blood” (1986) por exemplo, mas
representa uma fase mais ‘inocente’ e satânica da banda, que na época abusava
de tarraxas, pregos, couro e maquiagem em seu visual. A sonoridade era mais
direta, menos técnica e mais crua, chegando a certos momentos soar praticamente
como raízes do Black Metal.
O que dizer de
clássicos como The Antichrist, Die By The
Sword e Black Magic (executados
até hoje nos shows da banda)? E o que dizer de hinos como Evil Has No Boundaries que abre o disco de forma triunfal, onde o
ouvinte já sai cantando o refrão de cara, Tormentor
(acho que todas as bandas clássicas de Thrash têm uma música com esse nome) e Crionics?! Composições eternizadas na
mente até de quem já se converteu!
O instrumental já
mostrava sinais de brutalidade pura e simples, com riffs cortantes e solos
ultra rápidos, além do baixão reto de Tom Araya, que cantava quase gutural e
mandava ver nos gritinhos que marcaram época. Dave Lombardo já arregaçava e não
escondia que seria um dos maiores de todos os tempos.
Tudo isso você pode
conferir remasterizado, onde dá pra captar até algumas ‘engrossadas’ (os caras
são humanos) e tudo com nitidez, sem falar que o encarte está mais informativo
e bem elaborado, com nomes que vão desde o co-produtor (a própria banda
produziu o disco) até os roadies.
“Show No Mercy” não é o
tipo de trabalho que merece ser resenhado assim simplesmente. O disco já está
marcado na história do Metal e tem que ser avaliado como um clássico, portanto
clássico não tem nota, é acima de 10 e ponto! Maravilhoso! http://www.slayer.net/us/home
Vitor
Franceschini


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