Lembro- me bem há 12
anos quando vi a resenha do debut do Santarem, então auto-intitulado, e me
interessei muito em checar a sonoridade da banda, já que apresentava algo
incomum na arte da capa e até na mescla de Hard/Heavy Metal, que não estava tão
em voga na época. Mas, confesso que só consegui conferir uns 5 anos depois, e
gostei demais.
Não tive a oportunidade
de ouvir o segundo trabalho, “Downtown Station” (2005), mas acredito que seja
um ótimo disco. O que posso dizer agora é que “No Place To Hide” é um baita de
um trabalho, digno da evolução natural da banda, já que dá pra medir isso em
relação ao primeiro disco lançado em 2000, também saiu pela Die Hard Records.
O som do grupo segue a
linha Hard/Heavy, com mesclas de Classic Rock e Progressivo setentista, além de
toques de Metal tradicional. A maior referência é sem dúvidas o Queensrÿche.
Mesmo assim a banda possui características ímpares, caso da cozinha. É mais um
caso onde a bateria (por Agenor Vallone) entoa ritmos e levadas variadas, e o
baixo, a cargo de Guilherme Furlan não segue uma linha reta, monótona e está
bem apresentado.
As linhas de guitarras,
tanto nas bases quanto nos solos foram muito bem desenvolvidas e os timbres
escolhidos por Alex Andreoni (um dos fundadores da banda) são excelentes. Os
vocais de Thiago Scataglia, que estreou neste trabalho, é um show a parte. Além
de possuir uma ótima voz, o cara tem um equilíbrio incomum e não exagera nos
agudos em momento algum sequer.
Tudo isso está embalado
em uma produção primorosa, onde todos os instrumentos estão bem timbrados e
cristalinos. Não poderia ser por menos, afinal foi Ricardo Confessori (Angra,
Shaman) quem cuidou da mesa de som. Isso sem contar o belo encarte. Meus
destaques são Leave It Out, Take Me Home, Someone e Eternal. Ouça
que faz bem!
9,0
Vitor
Franceschini

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