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Resenha: Cradle Of Filth – “The Screaming of the Valkyries”



(2025 – Importado)

 

Napalm Records

 

O Cradle Of Filth é daqueles tipos de bandas que não devem mais explicação pra ninguém, muito menos provar algo. Entra para o hall de amadas e odiadas, mas isso pouco importa quando se sabe que o grupo britânico tem uma identidade tão forte, que basta alguns segundos de uma música para poder identifica-los.

E agora eles chegam com um novo trabalho, seu décimo quarto disco de estúdio, trazendo tudo aquilo que moldaram em seus quase 35 anos de carreira, este “The Screaming of the Valkyries”. Se você já imaginou aquele black metal com boas melodias e um fundo gótico, acertou em cheio, pois é isso que a banda sabe fazer.

Tudo em nove composições, no melhor molde do Cradle Of Filth, com arranjos detalhados, ritmos variados e uma produção primorosa, onde os timbres estão belíssimos e a mixagem equilibradíssima, mérito do experiente Scott Atkins (Benediction, Gama Bomb, Vader, etc), que aqui ficou responsável por tudo.

Em “The Screaming of the Valkyries”, a banda resgata, mas não de forma forçada, um pouco de seu passado e este disco talvez seja o que mais lembre o período noventista do grupo, do qual eles se consolidaram com uma trinca de álbuns iniciais espetaculares (“The Principle of Evil Made Flesh” de 1994, “Dusk and Her Embrace” de 1996 e “Cruelty and the Beast” de 1998).

O disco, além dos traços góticos, já comuns na sonoridade do Cradle Of Filth, mantém aquela veia do metal tradicional, do qual seu líder, Dani Fitlh, nunca escondeu ser fã e isso ajuda e muito a equilibrar as melodias as músicas. Também reflete nas guitarras, até mesmo nos timbres, além dos riffs e solos.

Outro ponto alto de “The Screaming of the Valkyries” é que o disco apresenta músicas com fortes refrãos, coisa que o metal extremo, em especial o black metal, não é muito acostumado a ter. Sobre os temas, a banda continua dando aquela aura de sacanear as religiões, mostrar romances vampirescos e contos de horror que sempre agradam.

Destaque para faixas como “To Live Deliciously”, que abre o disco já mostrando o poder do refrão, a gótica “Non Omnis Moriar”, além da sinfônica “Malignant Perfection”, mas confesso que ouvi o disco todo ‘trocentas’ vezes sem pular uma faixa sequer.

 

Por Vitor Franceschini

 






 

 

Links:

https://www.cradleoffilth.com/

https://open.spotify.com/intl-pt/album/3qwLRjvY7IYpv6N248PIAi?si=FRz90vqUQfyxJ0bVU-stVg

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