(2025 – Importado)
Reigning Phoenix Music
Há 40 anos o Onslaught lançava
seu primeiro disco, o icônico “Power from Hell” (1985). Mas, a banda remete a
1982 e até chegar a seu debut lançou várias demos e um split. Por isso, este
seu mais novo trabalho duplo celebra quarenta anos de estrada e não exatamente
de carreira.
O disco também abre essa
nova era com a gravadora norte-americana Reigning Phoenix Music (RPM), do qual
eles assinaram contrato no ano passado. Para este lançamento comemorativo
optaram pelo disco duplo, onde no primeiro revisitam faixas clássicas da banda
e no segundo apresentam covers.
Para quem conhece o Onslaught,
mesmo a banda contando somente com o guitarrista Nige Rockett da formação
original, o resultado não surpreende. A banda faz o que sabe fazer, entregando
seu thrash metal agressivo, repaginando algumas canções e sem mexer muito nas
estruturas, ainda bem.
No disco 1 é interessante
ouvir a faixa “Thermonuclear Devastation of the Planet Earth”, da primeira
demo, que prova realmente que o Onslaught teve início como uma banda punk,
afinal de contas é isso e puramente o que a faixa o é. Fato que se confirma
ainda mais em “Black Horse of Famine”, encontrada na demo de estreia também.
Claro, o público mais
familiarizado com o thrash metal brutal (talvez um dos mais do estilo no mundo)
irão conhecer as versões mais atuais para “Power From Hell”, “Metal Forces” e
seu riff icônico, além de “Shellshock”.
No segundo disco, o de
covers, nenhuma surpresa na escolha do repertório, já que sabemos que a banda é
influenciada pelo punk (maioria nas escolhas), NWOBHM (new wave of British
heavy metal) e o próprio thrash metal. Porém, algumas versões chamam mais
atenção que outras, e na ocasião “Holiday in Cambodia” (do Dead Kennedys) que
ganhou peso extra, “U.K.82” (The Exploited) e “Freewheel Burning” do Judas
Priest, que conta com Jason McMaster (Ignitor, Watchover, etc) no vocal, se
destacam pela abordagem e não pelas escolhas.
Fato é que “Origins of
Aggression” é aquele tipo de trabalho que pode até não ser apreciado, mas
impossível de desgostar. Além do mais, comprova, mais uma vez, que o Onslaught
é injustiçado e merece muito mais atenção, mesmo sendo uma lenda do metal
mundial.
Por
Vitor Franceschini
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