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Diptera – “Hominivorax”



(2026 – EP – Nacional)

 

Independente

 

A gente precisa falar sério sobre o Diptera, banda formada por músicos experientes no cenário underground e que se formou há dois anos, em 2024. Antes lançando apenas um single, “Enslaved” (2025), o novo trabalho, que acabou de sair do forno, tem um ar de superação, mas não na forma como o leitor (futuro ouvinte) está imaginando.

O quinteto é formado por Flávio Diniz (vocal, Kingdom of Maggots, Mortal Ways, Gammoth), Murilo “Mexicano” Januário (guitarra, Crystal Lake, Gammoth), Carlos Eigenheer (guitarra, Destróçus, Gammoth), Daniel Bonfogo (baixo, ex-Claustrofobia) e Nazir “Neto” Soubihe (bateria, Kingdom of Maggots).

Se considerarmos tudo que foi lançado no cenário da música pesada pelos integrantes com suas bandas e ex-bandas, convenhamos que o sarrafo dos caras está lá no alto. Por isso é importante destacar o quanto “Hominivorax” é um disco a ser levado em consideração. Na verdade, isso é muito pouco, pois ele figura entre os melhores já lançados por estes músicos.

Não, jamais entraremos nos contextos de julgamentos atuais, que costumam diminuir outras coisas para enaltecer algo, e o trabalho que estes artistas apresentam/apresentaram em paralelo ao Diptera jamais será desconsiderado. É que o EP é realmente acima da média, trazendo um ápice criativo e tudo na medida (com exceção de que poderia ter mais músicas e ser um álbum, mas isso é exigência de quem degustou a finco o disco).

A proposta gira em torno do death metal, com uma organicidade pouco vista nos tempos atuais, mas com a qualidade sonora em dia, que enfatiza a técnica dos músicos. A dinâmica bebe na fonte do thrash metal e entrega até algo temperado pelo hardcore, o que ajuda a equilibrar a balança. Os vocais são poderosos, imponentes e destilam tudo que Flávio desenvolveu durante sua carreira.

Não é fugir do pau, mas destacar uma ou outra composição, das cinco no disco, vai ser injustiça e desvalorizar essa obra, que é um atropelo feito por quem sempre soube atropelar, mas dessa vez não quis deixar resquícios. Que disco sensacional, já está entre os melhores do ano!

 

Por Vitor Franceschini

 

Ouça o disco aqui!  


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