Shows
devem passar por mais de 30 cidades, algumas inéditas; banda já
prepara novo disco
A
banda Manger Cadavre? completa 15 anos de trajetória e
comemora o marco da melhor forma possível: na estrada. A turnê especial de
aniversário já começou e vai percorrer mais de 30 cidades pelo Brasil até o fim
do ano, visitando todas as regiões e incluindo destinos inéditos para o
grupo, como Manaus, Volta Redonda, Santa Maria e Varginha com um setlist que
apresenta o atual álbum e revisita músicas antigas.
Confira as datas atualizadas em www.instagram.com/mangercadavre
Fundado
pelo baterista Marcelo Kruszynski em São José dos Campos (SP), o
Manger Cadavre? teve algumas encarnações. Nasceu como um sexteto, que se
manteve apenas no primeiro ano.
A
atual (e terceira) formação, consolidada há 6 anos, conta com Nata de
Lima (vocal), Marcelo Kruszynski (bateria), Paulo Alexandre (guitarra) e
Bruno Henrique (baixo). Antes disso, a banda contou por nove anos com
Jonas e Marcelinho, fase importante para a consolidação do nome no circuito
underground.
Em
uma década e meia de atividade, o Manger nunca parou por mais de dois meses.
Foram pouco mais de 340 shows — média de 22 por ano — incluindo turnês por
todas as regiões do Brasil, além de passagens pela América do Sul e Europa.
Entre os destaques estão a tour com o Extreme Noise Terror (2017),
apresentações no Setembro Negro Festival (2018), no Abril
Pro Rock (2019) e no Obscene Extreme Festival (2024),
além de shows ao lado de Ratos de Porão e Napalm Death em
2024. Ainda assim, a banda reforça que sua essência segue fincada
majoritariamente no circuito independente, no faça-você-mesmo e na construção
coletiva da cena.
Reconhecida
como uma das bandas mais ativas da música pesada underground nacional, o Manger
construiu uma base fiel sem deixar de atrair novos ouvintes a cada lançamento e
chamar atenção da crítica especializada: terminou 2025 integrando as principais
listas de melhores do ano que reconheceram o mais recente álbum “Como Nascem os
Monstros”.
O
quarteto mantém uma média constante de produção: entre álbuns, EPs e splits,
costuma lançar material inédito a cada dois anos, sendo os quatro trabalhos
mais recentes álbuns cheios.
Atualmente,
o grupo já compõe o quinto disco, com gravações previstas para o início de
2027.
A
identidade visual sempre foi tratada com o mesmo cuidado que a música. O
primeiro EP teve arte assinada por Lobo Ramirez, responsável também pela
criação e repaginação do logo. Na sequência, as capas até AntiAutoAjuda ficaram
a cargo do ex-guitarrista Marcelinho. Já os álbuns mais recentes contaram com
artistas convidados: Decomposição (Wendell Araújo,
Recife), Imperialismo (Rafael Bueno, São Paulo) e Como
Nascem os Monstros (Bárbara Gil, Londrina).
Resistência,
constância e trabalho duro
Figura
que dá voz a essa trajetória, Nata é reconhecida como uma das precursoras
quando o assunto é frontwoman na música extrema nacional, ajudando a consolidar
o papel das mulheres na cena pesada. Ela diz:
“Envelhecer
nesse circuito é algo que pesa bastante, pois o corpo pede arrego e o meu tem
pedido nesse último ano, mas ainda assim eu busco encontrar um equilíbrio para
seguir, pois estaria infeliz se não estivesse tendo a vida que tenho hoje. São
15 anos em que a vontade de criar som e tocar, mesmo com todas as roubadas e
dificuldades, continua a mesma! Beirando os 40, ainda tenho a mesma empolgação
de fazer uma música, como tinha aos 24, 25 anos”.
Para
Paulo Alexandre, o Paulinho, que entrou na atual formação há seis anos, a banda
representou uma virada pessoal e artística:
“A
minha entrada no Manger mudou a minha vida. Foi simplesmente a realização do
que eu almejava como guitarrista: compor, gravar e sair para tocar. E também
mudou minha visão sobre como uma banda deve se organizar para se manter ativa e
relevante. Já tive outras bandas, mas em nenhuma encontrei pessoas tão
dispostas a viver por essa paixão que é a música pesada (mesmo não vivendo da
banda, meio que vivemos pra isso! rs).”
Bruno
também destaca o peso simbólico de integrar um grupo que já admirava antes de
fazer parte:
“Estar
na história da banda é uma loucura para mim, por se tratar de uma banda que
ouvi muito e acompanhei quando era mais novo e que, nos últimos seis anos,
mudou a minha vida. É algo muito especial, principalmente poder espalhar arte,
fortalecer a luta de classes e denunciar o grande capital. Que venham muitos e
muitos anos ao lado dos meus companheiros!”.
Fundador
da banda, Marcelo celebra o alcance conquistado ao longo dos anos:
“É muito gratificante ver que a cultura underground chega em lugares onde não
imaginávamos, as trocas, as amizades em todas as regiões do Brasil, América
Latina e no velho continente. Além da amizade com ex-integrantes desde a
primeira formação. Ter uma banda é uma experiência muito foda, poder ver suas
músicas em mídias físicas com a ajuda dos selos que acreditam no mesmo que a
gente é algo que, para mim, enquanto colecionador, é surreal.”
A
turnê de 15 anos reafirma o espírito inquieto do Manger Cadavre?: uma banda que
nunca desacelerou, que transformou resistência em prática cotidiana e que segue
ampliando fronteiras agora, chegando também a palcos onde ainda não havia
pisado, mirando o futuro e se cristalizando como exemplo de prosperidade dentro
do underground.
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