Fotos: Gabriel
Sinuê/Divulgação
Banda do Rio de Janeiro
apresenta seu quarto álbum — um mergulho no colapso da existência, costurado
com o que há de mais cru na música pesada — e se firma entre os grandes nomes
da cena extrema nacional da atualidade
“O Funeral de Tudo” é o quarto álbum de inéditas do Sangue de Bode e chega como o trabalho mais denso, visceral e maduro da banda até aqui. Lançado de forma independente em 15 de abril de 2026, o disco apresenta oito faixas que atravessam camadas de desconforto, melancolia e fúria a serviço de uma narrativa profundamente introspectiva.
➝ Ouça O Funeral de
Tudo: https://onerpm.link/162151182108
Gravado em meio a perdas
pessoais significativas, o álbum carrega um peso emocional que transborda em
cada detalhe. A sonoridade amplia o uso de duas guitarras, criando texturas
mais densas e atmosferas sufocantes.
‘Máxima Miséria’ foi o single de apresentação do trabalho com clipe inteiramente realizado pela banda e disponível no YouTube via Scena Lab.
➝ Assista ‘Máxima
Miséria’:
O som praticado pelo
Sangue de Bode pode muitas vezes ser inominável ainda que transite com
naturalidade entre influências de black/death, thrash, hardcore e groove.
O resultado é uma obra coesa e impactante, que transforma a dor em linguagem e
fala o idioma de quem sofre.
Temáticas e narrativa
Liricamente, “O Funeral
de Tudo” aprofunda a proposta existencial da banda ao abordar temas como
depressão, ansiedade e desamparo social. Em paralelo, também reflete sobre o
ritmo cada vez mais acelerado e predatório da vida contemporânea. Entre
explosões de velocidade e passagens mais contemplativas, o disco constrói uma
experiência que alterna entre o caos e a introspecção, sempre com uma
entrega áspera e honesta.
Um luto generalizado e
sem lágrimas
“O Funeral de Tudo”
propõe uma reflexão radical sobre o fim. Ao imaginar um cenário onde tudo se
encerra simultaneamente, o álbum elimina a própria noção de perda individual:
não há quem sofra, lembre ou sinta falta. A ideia transforma o colapso em um
estado quase reconfortante, onde a ausência de continuidade também significa a
ausência de dor. Se nada mais resta, não há nada mais para ser perdido e
lamentado. Um grande alívio.
A obra aponta tanto para
o esgotamento interno quanto para o colapso coletivo, sugerindo que o fim já se
encontra à espreita, conduzindo silenciosamente cada passo até esse “funeral”
inevitável que não mais coloca medo. Um estado de aceitação, desapego e
indiferença que confortam.
Sangue de Bode: uma
biografia viva
Sangue de Bode é uma
banda de metal extremo do Rio de Janeiro formada em 2018 por Verme
(vocal/guitarra) e Sinuê (bateria). Pouco tempo
depois, Nekrose se junta ao grupo nas guitarras, consolidando
a identidade sonora do projeto. Em 2020, lançam seu primeiro trabalho completo,
que marca também a entrada de Zé, no baixo, estabelecendo a
formação atual.
Conhecida pelo som
irrotulável e pela energia caótica de suas apresentações ao vivo, a banda
construiu sua trajetória com base em intensidade, autenticidade e uma abordagem
artística sem concessões.
A discografia destaca-se
por uma trilogia de álbuns de estúdio intensos: A Sombra Que Me
Acompanhava Era a Mesma do Diabo (2020), Seja Bem Vindo De
Volta Pra Cruz (2021) e Eu Sou a Derrota (2024), além
do EP Comendo Lixo (2019/2020).
Conexão com o público
Desde o início, o Sangue
de Bode desenvolve suas composições a partir de vivências reais e experiências
traumáticas. As letras, escritas por Verme, funcionam como um canal direto de
expressão sobre perdas, abusos, doenças e conflitos internos.
Essa exposição sem
filtros cria uma identificação imediata com o público, que encontra na música
da banda um espaço de reconhecimento e catarse. Ao transformar dor em arte, o
grupo estabelece uma conexão profunda com ouvintes que compartilham sentimentos
semelhantes em suas próprias trajetórias.
Lançamento, próximos
passos e turnê
Com “O Funeral de Tudo”,
o Sangue de Bode reafirma sua identidade e dá mais um passo sólido em sua
evolução artística. O lançamento também marca o início de uma nova turnê pelo
país, a Funeral Tour, com datas já reservadas até o início do
segundo semestre com passagens por cidades do Sul, Sudeste e Centro Oeste
do Brasil.
Confira datas e ingressos
na página @sanguedebode no
instagram.
Ficha técnica O Funeral
de Tudo:
Sangue de Bode - O
Funeral de Tudo (2026)
Lançamento: 15/04/2026
Gravado e captado nos estúdios:Espaço Sobrado / Botafogo - RJ & Estúdios
Papi
Aplicações / Tijuca - RJ
Gravação e captação:
Lucas "Alien" Campello
Produzido por: Verme, Alien e Carol Lippi
Co-produzido por: Sinuê, Sangue de Bode
Mixado e masterizado por:
Carol Lippi
Capa por: Desenhos Malditos
Layout por: Verme e Sinuê
Sangue de Bode é:
Verme — vocal/guitarra
Sinuê — bateria
Nekrose — guitarra
Zé — baixo
Todas as músicas por
Sangue de Bode
Todas as letras por Verme
Siga Sangue de Bode:
https://linktr.ee/Sanguedebode


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