Destaque da cena de Belém lança álbum homônimo
A banda paraense Tropikal
Punk apresenta seu álbum de estreia, homônimo, transitando entre o punk rock,
música regional, o rock alternativo e experimentações eletrônicas. O disco
constrói um retrato sonoro visceral do Brasil contemporâneo, especialmente do
norte do país, atravessado por temas como tecnologia, crise climática,
identidade e colapso social.
Ouça “Tropikal
Punk”: https://go.nikita.com.br/tropikal-punk-tropikal
Nascida em 2024, a
Tropikal Punk surge como um projeto que reflete o encontro de trajetórias e
influências diversas. A banda é formada por Ruy Montalvão (vocais, beats e
efeitos), Márcio Maués (guitarras), Vladimir Cunha (baixo) e Renato Damaso
(bateria), músicos com passagens por projetos como Pig Malaquias e Mangabezo. O
grupo constrói sua identidade a partir de um olhar distópico sobre o cotidiano
urbano amazônico, onde tradição, violência, tecnologia e cultura global se
entrelaçam.
O disco evidencia a proposta
estética da banda. A faixa de abertura, “Big Tech”, estabelece o tom do álbum
ao abordar a dependência tecnológica contemporânea com guitarras dissonantes.
Já “Burn, Belém, Burn” transforma a capital paraense em protagonista de uma
narrativa sensorial atravessada pelas mudanças climáticas, ecoando o espaço
global que a cidade teve com a COP30. Em “Dispositivo”, a banda mergulha em
beats eletrônicos para falar sobre a dissolução da identidade em meio ao avanço
tecnológico, enquanto “Não Quero Saber” traz um dub pesado que reflete sobre os
excessos e a sobrecarga emocional da vida atual.
O disco segue explorando diferentes caminhos sonoros: “Drones” assume uma estética de psycho blues instrumental inspirada nos anos 70, enquanto “Peter Tosh” mistura thrash metal com efeitos eletrônicos em uma fuga simbólica da realidade. “Poser” dialoga com o pós-punk ao criticar a superficialidade contemporânea, e “Por que Você Não Volta Pra Outro Lugar?” entrega um punk direto e catártico sobre relações tóxicas. Encerrando o álbum, “Big Tech V2” revisita a faixa inicial em versão eletrônica dançante, com participação especial de Aldo Sena, icone da guitarrada.
Mais do que um álbum de estreia, Tropikal Punk se apresenta como um manifesto sonoro. Entre ruídos, grooves e experimentações, a banda transforma inquietações contemporâneas em música pulsante, afirmando uma identidade própria dentro da cena independente brasileira. O álbum está disponível em todas as plataformas de música.
Serviço:
Arte da capa: Gustavo
Bandini
Produção: Budokaos
Records e Márcio Silva Maués de Faria
Vocais, beats e efeitos:
Ruy Alexandre Montalvão Monteiro
Baixo: Vladimir Augusto
Tavares da Cunha
Bateria: Renato Damaso de
Araújo
Guitarras: Márcio Silva
Maués de Faria
Participações:
Aldo Sena – guitarras em
“Big Tech V2”
Marcel Barretto –
guitarras em “Burn, Belém, Burn”
Siga Tropikal Punk:
https://www.instagram.com/tropikalpunkoficial


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