Dimmu Borgir lança "Grand Serpent Rising" e novo álbum dos ícones noruegueses do Black Metal Sinfônico já está disponível no Brasil!
Esperar por algo que você realmente deseja pode ser uma verdadeira agonia e os
fãs fiéis da realeza norueguesa do metal extremo, o DIMMU BORGIR,
conhecem esse sentimento melhor do que ninguém. Desde que o guitarrista Sven
"Silenoz" Kopperud e o vocalista Stian
"Shagrath" Thoresen formaram a banda em meio às florestas
sombrias da Noruega, em 1993 - no auge da era triunfante da segunda onda do black
metal - apressar o processo criativo nunca fez parte da equação. Especialmente
desde "Abrahadabra" (2010), as obras mais recentes
do DIMMU BORGIR só chegam ao mundo quando cada detalhe está
esculpido à perfeição, nunca quando tendências, algoritmos ou cronogramas
exigem. E essa tem sido a escolha certa: os discos da banda se tornaram
clássicos absolutos do metal.
"Sem dúvida: qualidade deve sempre superar quantidade",
afirma Silenoz com tranquilidade. "Eventualmente
definimos prazos, mas nas fases iniciais de um álbum não existe cronograma
algum. Pressa não significa nada para nós. A arte negra mais poderosa
simplesmente não pode ser forçada sem perder sua essência."
O guitarrista faz uma pausa e continua: "É fácil virar um processo
interminável. Tudo o que você cria parece que pode ser melhorado - essa é a
maldição do artista, e é por isso que você segue em frente para fazer outro
álbum. Mas chega um momento em que tudo finalmente parece certo. E é aí que
você precisa deixar ir."
Oito anos após o lançamento de "Eonian", o DIMMU
BORGIR retorna com treze faixas devastadoras e surpreendentemente
diversas sob o título "Grand Serpent Rising" e o
peso desse nome já diz muito.
"É perfeito", concorda Silenoz. "O
Dimmu Borgir é um leviatã em escala grandiosa, e estamos ascendendo novamente.
Enquanto a serpente representa o mal para alguns, para nós simboliza outra
coisa: renovação, crescimento, conhecimento e libertação. Trocar de pele, por
assim dizer. E não esqueça que fevereiro de 2026 marca o fim do Ano da Serpente
- praticamente o mesmo momento em que o álbum foi concluído."
Fiel à tradição da banda, o processo criativo foi novamente intenso e exigente.
Entre 2018 e 2019, e durante toda a pandemia, riffs, melodias e ideias
temáticas foram desenvolvidos individualmente em estúdios caseiros, tornando-se
lentamente em algo monumental.
"Quando finalmente nos reunimos como banda", explica Silenoz,
"percebemos que tínhamos muito mais material forte do que imaginávamos.
O suficiente para um álbum duplo."
Um "problema positivo", como alguns diriam. "Ter
ideias nunca foi difícil para nós", ri o guitarrista. "O
desafio real é matar seus queridinhos. Às vezes você ama profundamente um riff
ou uma melodia, mas isso sozinho não faz uma música. Tivemos que deixar de lado
nossos apegos pessoais e focar no que era melhor para a banda e para o álbum.
Cada detalhe precisava justificar sua existência. O resultado é uma declaração
destilada e focada - sem excessos, sem enchimento."
Ao mergulhar nesta jornada traiçoeira traçada por essa serpente norueguesa, as
palavras de Silenoz se confirmam imediatamente. Após a intro
sombria 'Tridentium', a faixa de abertura 'Ascent' atinge
como um relâmpago cruzando um céu nórdico congelado. Agressiva, venenosa e
estranhamente bela, ela prova que o DIMMU BORGIR não perdeu
intensidade, ameaça ou autenticidade.
E o ímpeto nunca diminui. Ao longo de quase uma hora, "Grand
Serpent Rising" mantém um domínio absoluto: é uma obra majestosa
e poderosa, que soa como uma banda possuída pela energia selvagem do
underground norueguês dos anos 90, mas guiada pela disciplina composicional e
pela sabedoria conquistada em mais de três décadas de criação implacável.
"Uma das maiores diferenças em relação a Eonian",
observa Silenoz, "é que reduzimos um pouco os coros e
a orquestração. Esses elementos são essenciais ao Dimmu Borgir, claro, mas
desta vez aparecem apenas onde realmente adicionam força. E quando entram, você
sente."
Outra mudança significativa ocorreu em 2024, quando o guitarrista de longa
data Galder deixou a banda para focar no Old Man's Child. Em
vez de enfraquecer o coletivo, a mudança aproximou o processo criativo de suas
raízes.
"Menos gente na cozinha significa menos concessões", diz Silenoz. "Nos
primeiros anos, era só eu e Shagrath trocando ideias. De certa forma, voltamos
a isso. É direto e produtivo. Dizemos imediatamente quando algo não é forte o
suficiente."
Ainda assim, "Grand Serpent Rising" é um esforço de
banda completa, com Daray (bateria), Victor
Brandt (baixo), Gerlioz (teclados) e Damage (guitarras)
desempenhando papéis essenciais. "Embora a maioria das ideias
centrais ainda venha de mim ou do Shagrath", reforça Silenoz, "elas
fluem livremente entre todos. Cada membro contribui para fortalecer as músicas
- e essa dinâmica funciona excepcionalmente bem hoje."
Liricamente, o álbum segue uma trajetória espiritual clara, sem se tornar um
conceito rígido. Temas de transformação, dissolução do ego e despertar permeiam
a obra, inspirados em tradições esotéricas e na alquimia interior: o ato de
abandonar o velho eu em busca do verdadeiro potencial.
"Dentro de cada ser humano existem centros divinos adormecidos, os
chakras, cujo despertar pode levar muitas vidas", explica Silenoz. "Mas
quando a alma atinge maturidade suficiente, esse processo pode ser acelerado.
Com disciplina e meditação profunda, a força sagrada pode ascender em uma única
vida, ativando cada centro."
Renomado por sua narrativa densa e imersiva, ele continua: "Essa
corrente ascendente, conhecida desde a antiguidade como Kundalini ou Fogo da
Serpente, transforma o buscador, despertando qualidades divinas e cumprindo a
antiga promessa: 'Sereis como deuses'. Ao atravessarmos temporariamente este
mundo, trocamos de pele como a serpente, repetidas vezes, buscando transcender
nossas limitações."
Em homenagem aos primeiros anos da banda, algumas faixas aparecem em
norueguês. "Poderiam ter sido em inglês", diz Silenoz, "mas
nossa língua natal parecia mais adequada para certos temas. Por exemplo,
'Ulvgjeld & Blodsodel', o single principal, fala sobre herança e linhagem,
passar algo essencial para quem vem depois."
"Como foi escolher os singles desta vez?" ele ri. "Eu
realmente não sabia por onde começar - todas as músicas pareciam fortes o
suficiente."
A gravação aconteceu novamente em Gotemburgo com o produtor Fredrik
Nordström, responsável por clássicos como "Puritanical
Euphoric Misanthropia" e "Death Cult Armageddon".
"Ele nos conhece e sabe o tipo de som que buscamos", diz Silenoz. "Nos
afastamos por um tempo, mas quando ele remixou Puritanical alguns anos atrás,
percebemos como nossa conexão ainda era forte. Trabalhar com ele novamente foi
natural e o resultado não poderia ser melhor."
Desde o início, o objetivo sonoro era claro. "Queríamos que o álbum
soasse como o Dimmu Borgir ao vivo", sorri Silenoz. "O
que você ouve é o que realmente foi tocado. O som é orgânico e poderoso - nada
de estética moderna hiperquantizada, nada de bumbo 'máquina de escrever'."
Quando a mixagem e masterização terminaram, já no fim do outono, Nordström deu
um veredito que Silenoz não esquecerá tão cedo.
"Fredrik disse que este foi o melhor álbum do Dimmu Borgir com o qual ele
já trabalhou", lembra. "Ele não precisava dizer isso
e ele é um cara direto. Quando ele fala algo assim, é porque realmente
acredita."
Silenoz faz uma pausa e sorri. "Eu sei que é um clichê
enorme dizer que este é nosso melhor álbum", admite. "Mas
pense assim: por que continuaríamos fazendo isso se não acreditássemos nisso?
Quando a banda e o produtor sentem que a missão foi cumprida, o que vier de
fora (fãs, jornalistas, críticos) é secundário. Se gostarem, ótimo. Se houver
críticas, tudo bem também. Isso não nos afeta. Continuamos trilhando nossos
próprios caminhos sombrios."
"Grand Serpent Rising" está disponível no Brasil pela
parceria Shinigami Records/Nuclear Blast Records. Adquira sua cópia
aqui: https://bit.ly/3PtDpid.
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TRACKLIST
1. Tridentium
2. Ascent
3. The Qryptfarer
4. As Seen in the Unseen
5. Ulvgjeld & blodsodel
6. Repository of Divine Transmutation
7. Slik minnes en alkymist
8. Phantom of the Nemesis
9. The Exonerated
10. Recognizant
11. At the Precipice of Convergence
12. Shadows of a Thousand Perceptions
13. Gjǫll
FORMAÇÃO
Shagrath - vocal
Silenoz - guitarra
Damage - guitarra
Victor - baixo
Gerlioz - teclados
Daray - bateria
FONTE: SHINIGAMI RECORDS/NUCLEAR BLAST RECORDS


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