(2026 – Digital)
Independente
Temos
aqui um trabalho que traz aquela autenticidade que o metal brasileiro possui e
não conseguimos e nem queremos identificar de onde vem. Trata-se do Grinder,
que nasceu como desdobramento criativo do vocalista Rodrigo ‘Grinder’ Ortiz, da
banda Attack Force, de Atibaia (SP).
Com
as atividades do grupo em pausa por tempo indeterminado, a necessidade de
continuar criando e se expressando artisticamente impulsionou a construção de
um projeto e agora ele chega a este debut intitulado “O ódio ainda queima”,
onde o thrash metal é o grande mote.
Mas,
o Grinder não se prende a isso, e o hardcore pede passagem, onde vários
momentos do disco nos remete àquele crossover prazeroso, que serve como um
verdadeiro desabafo. Por falar nisso, as letras tiram um pouco do nosso peso
diário das costas, com as quais carregamos fardos e mais fardos, tacando um bom
foda-se a todo sistema político e social que nos corroem.
O
fato de cantar em português, com guturais inteligíveis, deixa o disco ainda
mais atraente e as 14 faixas do trabalho, com sua produção cru estilosa,
torna-se um deleite para quem cresceu ouvindo Dorsal Atlântica, Ratos de Porão,
Taurus e afins. Tem que agradecer a Rodrigo por criar um disco destes!
Por
Vitor Franceschini
https://open.spotify.com/intl-pt/album/5UyZthIGw5EcWAbcAvQPWr?si=BAvRALcpTAKAyVR00dcNRA
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