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Strigah – “Zoetia”



(2026 – Nacional)

 

Independente

 

O new metal foi um estilo que causou e sofreu com controvérsias, principalmente em seu auge na segunda metade dos anos 1990 e começo de 2000. Viveu o mainstream e deu ao mundo nomes como Korn, Slipknot, Limp Bizkit, entre outras, além de atrair flertes com nomes como Sepultura, Machine Head e até o Slayer.

Fato é que hoje o gênero é mais um que vive fortemente no underground sendo mais uma prova de que só o tempo pode mostrar se algo é para sempre. Sem dúvidas, o new metal veio pra ficar e envelheceu muito bem. Sem contar que a atemporalidade é algo corriqueiro no gênero e a banda brasileira Strigah pode provar isso.

Em seu primeiro disco cheio, este “Zoetia”, eles conseguem inserir sua identidade em uma abordagem atual, cumprindo todos os quesitos do estilo, o que faz com que sua sonoridade soe nostálgica, mas sem deixar de soar atual. Isso é bem reforçado pelos temas das letras que são atuais e, infelizmente, também atemporais, porém alguns abordados com a ótica do momento. Logo, contextos políticos e sociais, além de temas ambientais são corriqueiros em “Zoetia”.

Em comum as faixas trazem as guitarras de afinação baixa em timbres um tanto quanto estridentes, a cozinha que não economiza em ‘groove’ e ‘breakdows’, além do trabalho vocal tendo o gutural como mote, mas sem abandonar passagens limpas, dando mais versatilidade. Algumas passagens mais brandas e interlúdios são inseridos, dando certo respiro ao ouvinte em meio a tanta pancadaria.

O fato de cantar em português deixa tudo ainda mais interessante e compreensível. Destaque para as faixas “A propriedade é um roubo”, que abre o disco de forma enérgica, “Xamanismo Urbano” e sua pegada hardcore, além da sombria “Florestas Virtuais”.

 

Por Vitor Franceschini

 


 

 

Links:

https://open.spotify.com/album/2Gnx1j3n1QNHp4J8hM5U7P?si=EPcZqDxIQziAGtGmd40SxA  

https://www.instagram.com/strigahoficial/

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