Gritos do Submundo: Coletânea (4 Way Split) reúne veteranos e novos nomes em um ataque brutal do underground paulistano
FHC, Ofith, Subser e Pigmachine unem forças em um lançamento intenso que traduz décadas de resistência, atitude e peso extremo
A
cena underground de São Paulo ganha um novo e poderoso registro com o
lançamento de Gritos do Submundo, uma coletânea no formato 4
Way Split que reúne sessões completas das bandas Fim da
Humanidade Capitalista (FHC), Ofith, Subser e Pigmachine, totalizando
28 faixas.
Mais
do que uma simples compilação, o trabalho se apresenta como um verdadeiro
manifesto sonoro. Aqui, não há espaço para concessões: cada banda entrega uma
sessão integral, resultando em uma experiência crua, direta e visceral.
A
ideia do projeto nasce de uma paixão antiga. “Sempre fui fã de
coletâneas. Antigamente, era uma das melhores formas de conhecer bandas novas —
e ainda acredito nisso. Já participei de algumas e sempre achei uma experiência
muito rica”, explica o produtor Fábio Moysés. A proposta, no
entanto, vai além do formato tradicional: em vez de uma ou duas faixas por
banda, Gritos do Submundo mergulha fundo, apresentando blocos
completos de gravação de cada grupo.
Transitando
entre grindcore, punk, hardcore, stoner e metal extremo, o lançamento rompe com
a previsibilidade e aposta na diversidade como força motriz. “Eu gosto
de ouvir bandas rápidas e pesadas, independentemente do estilo. Foi exatamente
isso que busquei aqui. Tem grind, punk, hardcore, stoner e metal — bandas que
descarregam peso, atitude e honestidade”, reforça Moysés. “Num
cenário onde muitos eventos acabam repetindo fórmulas, quis trazer estilos
diferentes para que o ouvinte tenha uma experiência completa ao ouvir o disco.”
A
escolha das bandas seguiu o mesmo espírito direto e sem burocracia. “São
bandas dos brothers, com quem já tocamos há muito tempo. Eu já conhecia o som
de todos e queria peso. Foi uma escolha natural.”
A
produção leva a assinatura do próprio Fábio Moysés (Sacrifix,
Perpetual Requiem, Malevolent Age e Pigmachine), com mixagem/masterização
de Marco Nunes e arte de Marco Saturnino, consolidando
um trabalho que nasce com identidade forte e propósito claro: dar visibilidade
a nomes que constroem o underground na prática, longe de tendências e modismos.
Um
dos momentos mais marcantes do lançamento vem com o Pigmachine, que
presta homenagem a Marcão “Cyborg” Masiero, primeiro baixista
do Genocídio, falecido em 2024. A faixa ganha ainda mais
intensidade com as participações de Murillo Leite (Genocídio)
e Rodrigo Malevolent (Malevolent Age), resultando em um
tributo carregado de emoção e agressividade.
Ouça
no Spotify: https://sptfy.com/gritosdosubmundo4waysplit
Outras
plataformas: https://linktr.ee/gritosdosubmundo4waysplit
Bandas
que representam a resistência underground em Gritos do Submundo:
FHC
(Fim da Humanidade Capitalista): Formada
em 1998 na zona norte de São Paulo, a FHC construiu uma trajetória sólida no
punk/hardcore nacional com letras ácidas e forte posicionamento social.
Presença constante em palcos tradicionais como Hangar 110 e Tendal da Lapa,
mantém uma conexão direta com a cena periférica e movimentos culturais
independentes. Em sua discografia, destacam-se “Correria”, “666% Jesus”,
“Massacre Capetalista”, “Tempos de Guerra” e o registro ao vivo “FHC ao Vivo no
KMF (25 Anos)”.
Ofith: Formada em 2017, a Ofith apresenta uma
sonoridade densa e atmosférica que mescla alternative metal, stoner, sludge e
elementos experimentais. Após o EP “Grief and Hope” (2023), intensificou sua
presença ao vivo e segue trabalhando em seu primeiro álbum completo.
Pigmachine: Na ativa desde 1992, na zona leste de São
Paulo, a Pigmachine é um nome consolidado do hardcore/punk nacional. Com uma
abordagem rápida, agressiva e visceral, ganhou relevância no circuito DIY dos
anos 90 com demos e participações em coletâneas como “SP Punk 2” (1996). Entre
seus lançamentos oficiais estão o Split CD “Nervum” (1995), o full “Pigmachine”
(2020) e os EPs “Demo 22” (2022) e “The Great Rat” (2023).
Subser: Formado em 2010, o Subser é um dos
representantes do death grind nacional, combinando brutalidade sonora, crítica
social e intensidade ao vivo. Em sua trajetória, destacam-se o EP “SubSer”
(2015), o álbum “SubSer” (2016) e “O Templo da Cegueira” (2020). Após um
período de reestruturação, retorna com força total neste lançamento.
Gritos
do Submundo surge
como um retrato fiel da força do underground brasileiro — um cenário que
resiste pela diversidade, autenticidade e espírito DIY.
O
lançamento já está disponível nas principais plataformas digitais e também em
edição física extremamente limitada em CD, reforçando seu valor tanto para
novos ouvintes quanto para colecionadores. E, ao que tudo indica, esse é apenas
o começo: a possibilidade de novos volumes já está no radar.
Para
quem acompanha a música pesada nacional, este é um registro obrigatório — feito
para ser ouvido no volume máximo.
Assessoria
de Imprensa:
JZ
PRESS (@jzpressassessoria)

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