(2026 – Nacional)
Independente
Apesar de este não ser o
primeiro álbum do Mãe Serpente e, provavelmente, a banda não ser a pioneira em
tal junção, é interessante receber um trabalho voltado ao stoner metal cantado
em português. O cenário do estilo no Brasil não é dos maiores, mas é muito fiel
e faz-se justiça com tal proposta.
O Mãe Serpente lançou seu
debut autointitulado há seis anos e conseguiu deixar essa proposta mais clara.
Agora, seis anos depois, eles chegam com “Vol. II - Fúria Sem Olhos”,
apresentando uma evolução natural, mais maturidade e, claro, uma produção
melhor.
Dentro desta evolução
podemos também notar uma banda mais abrangente. No disco, podemos encontrar
faixas com elementos mais voltados ao heavy metal e outras àquele rock and roll
canastrão que o Motörhead criou e espalhou pelo mundo. Outro fator que chama
atenção é um leve afastamento do doom, outro estilo que se fazia mais presente
no som da banda.
Fato é que “Vol. II -
Fúria Sem Olhos” é um disco que carrega uma veia alternativa, expandindo mais o
leque da banda, porém sem deixar suas origens stoner de lado. Destaque para
faixas como “Fúria Sem Olhos”, o carro-chefe e que abre o disco com maestria,
“Rei Caçador”, o rock and roll safado de “Rockceta”, além da alternativa “Ferro
e Sangue”.
A produção excelente
entrega o trabalho em contextos naturais, longe das tecnologias exacerbadas,
que muito têm aparecido na música (sim, na pesada também) atual, o que colabora
com o disco. Se os vocais estivessem menos ‘na cara’, ficaria ainda melhor.
Por
Vitor Franceschini
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