(2026 – EP – Digital)
Independente
Tudo
bem que o novo grupo Perpetual Requiem é formado por músicos experientes e
gabaritados do cenário nacional, tais quais ChaosFear, Genocídio, Critical Mass
e Sacrifix, mas isso não bastaria para que o power-trio Fernando Boccomino
(vocais e guitarra), Marco Nunes (guitarra, baixo e vocais) e Fábio Moysés
(bateria) entregasse um trabalho tão consistente e, de certa forma, inovador.
“An
Ocean of Sorrow”, que acaba de ser lançado, consegue isso com êxito, sem soar
presunçoso e com um tom moderno. Aliás, a princípio, podemos rotular a
sonoridade da banda como um ‘doom metal moderno’, mas isso limitaria os parâmetros
das quatro composições que temos em mãos, inclusive as influências de
progressivo. Logo, o que constatamos é uma banda que consegue moldar sua identidade
já na estreia.
Um
dos fatores preponderantes do EP é que as quatro músicas do tracklist podem
figurar tranquilamente como hits, pois, dentro de suas particularidades,
prendem o ouvinte de imediato e possuem refrãos cativantes (sim, doom metal tem
refrão que ‘impregna’).
O
som do Perpetual Requiem traz, dentre suas principais características, tons
sombrios, um leve toque melancólico reflexivo e melodias que, mesmo que
introspectivas, atraem o ouvinte de imediato. Guitarras versáteis, uma cozinha
que busca variar dentro de um gênero que não exige tanto, além de teclados climáticos
discretos que fazem o essencial.
Enquanto
“Eternal Rains” personifica o que definimos como um ‘doom metal moderno’, “Bitter
Past” chega com mais agressividade, groove e uma veia alternativa. A faixa traz
o doom metal de volta, mas com uma veia mais tradicional e melancólica,
enquanto “The Pleasure of Freedom” deixará os fãs de Katatonia de meio de carreira
empolgados. Um dos melhores lançamentos nacionais do ano!
Por Vitor Franceschini
Ouça
aqui: https://bit.ly/46B4fK6
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