quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Entrevista



São mais de 20 anos na estrada, porém apenas três discos lançados. Isso porque a banda teve uma pausa, o que é explicado durante a entrevista. Nome clássico do Thrash Metal gaúcho, o Sacrario divulga atualmente dois trabalhos: o terceiro CD “Beyond The Violence” (2012) e o EP “Asesinos” lançado no mesmo ano. Conversamos com o vocalista e guitarrista Fabbio Webber que contou tudo sobre os últimos trabalhos e muito mais. Completam o time atual Everson Krentz (bateria), Gustavo Stuepp (baixo) e Ricardo Lemos (guitarra).

O Sacrário está na ativa desde 1992, por que demoraram tanto pra gravar um disco oficial, no caso “Catastrophic Eyes” (2008)?
Fabbio Webber: Na verdade o álbum estava pronto desde 1999, e no ano seguinte quando faríamos o seu lançamento, tivemos alguns problemas, e o grupo ficou parado por cerca de 8 anos. Quando retornamos em 2008, então o lançamos.

Em compensação depois do lançamento de “Catastrophic Eyes” a banda lançou mais dois álbuns “Stigma of Delusion” (2010) e “Beyond The Violence” (2012). O lançamento do debut impulsionou para que a banda começasse a lançar trabalhos regularmente?
Fabbio: Sim, com certeza, ainda mais porque retornamos com outra formação, o que deu mais força, sangue novo. O que fez com que evoluíssemos ainda mais, em todos os sentidos, e os resultados podem ser facilmente percebidos ouvindo os álbuns.

Falando do último trabalho “Beyond The Violence”. O disco foi lançado em 2012, qual a repercussão dele até então?
Fabbio: Tem sido otimamente aceito tanto pelo público quanto pela mídia, tanto que acabamos fazendo vários shows para promovê-lo.



E qual a principal diferença vocês veem em relação aos lançamentos anteriores?
Fabbio: Cada álbum tem suas peculiaridades, mas em “Beyond the Violence” encontramos nossa própria identidade, pois foi um álbum composto com a participação de todos, por isso ele soa um pouco diferente dos outros, mais maduro, profissional. Ele é o resultado de todo um trabalho coletivo.

É interessante notar que, apesar de vocês terem suas características próprias, a banda não se preocupa tanto em inventar ou reinventar algo dentro do Thrash Metal. Essa é realmente a proposta do Sacrário?
Fabbio: Nunca paramos para pensar ou nos preocupar em fazer algo diferente, reinventar, apenas fazemos o que queremos e o que gostamos, sem nos preocupar com o que está na “moda” ou o que é considerado moderno. Eu, particularmente, não gosto de ‘misturebas’. Por exemplo, AC/DC e Motörhead fazem a mesma música há 4 décadas e todos curtem e apreciam os seus álbuns. E se tiver que criar ou reinventar algo na música, que seja uma evolução natural, e não seguindo uma tendência do momento, somente por modismo. Poderia tocar durante séculos a mesma coisa e não me importaria com o que está acontecendo ao redor. Temos inúmeros casos de grupos que mudaram o som, e o público criticou duramente, dizendo que deveriam seguir o mesmo caminho de antes. Por outro lado, há bandas que mantém o mesmo som durante anos e também são severamente criticadas por não mudarem, ou seja, nunca agradaremos tanto a gregos quanto troianos. 

Meses após o lançamento de “Beyond The Violence”, vocês lançaram o EP “AsesinoS”. Por que lançaram um trabalho tão rápido logo após o full-lenght? As músicas do EP são sobras do terceiro disco?
Fabbio: Como “Beyond the Violence” tem apenas 6 músicas, resolvemos lançar algo que tínhamos em mente há um bom tempo, mas não tínhamos tido oportunidade de fazê-lo ainda, com covers de bandas que são influências para nós desde a nossa adolescência. E até lançarmos outro full-lenght, achamos que poderia ter um intervalo de tempo muito grande. Então em meio a fase de composição das músicas que farão parte do próximo álbum, achamos uma boa ideia lançarmos este EP. 

Em “AsesinoS” há dois covers. Um para Agent Orange (Sodom) e outro para Bonded by Blood (Exodus). Como foi a escolha e por que decidiram gravar esses covers?
Fabbio: Nós já vínhamos tocando há muito tempo esses covers em nossos shows, e como são bandas que nos influenciaram bastante, decidimos gravá-los. Tínhamos curiosidade em como ficariam com um toque nosso essas músicas.



E como o EP foi recebido?
Fabbio: Muito bem, ele tem sido muito elogiado pelo público, mídia e principalmente nos shows. Recebemos ótimas críticas sobre o álbum. Estamos muito satisfeitos com os resultados.

O Sacrário é uma das bandas mais tradicionais do Thrash Metal gaúcho e está há mais de 20 anos na ativa. Como vocês veem esse retorno maciço do Thrash Metal atualmente?
Fabbio: Por um lado é muito bom termos uma quantidade enorme de bandas tocando este estilo, bandas antigas retornando à ativa também, mas por outro vejo que a cena está um pouco saturada de bandas, e isso é complicado...

Vocês já estão trabalhando no 4º álbum? Há algo que possam nos adiantar a respeito?
Fabbio: Sim, atualmente estamos bastante focados, trabalhando intensamente nas músicas novas que farão parte do novo álbum. Posso adiantar que já temos metade do repertório pronto e as outras músicas já em fase bem adiantada. Logo teremos uma prova da arte da capa, e todos poderão ter uma boa ideia do material que está por vir.


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