quinta-feira, 30 de junho de 2016

Blackning – “Alienation”

(2016 – Nacional)
                                  
Vingança Music           

E o Blackning chega ao seu segundo disco e já marca seu território que começou a ser conquistado com o debut “Order of Chaos” (2014). Quem teve a oportunidade de ouvir o primeiro trabalho, sacará que a banda conseguiu manter sua essência, porém adicionou novos elementos e até retirou outros.

Hoje, com “Alienation”, podemos dizer que o Blackning faz um Thrash Metal atual, sem se preocupar em soar como ‘das antigas’ e, muito menos, estar à frente de seu tempo. Fato é que a banda consegue impor uma sonoridade atemporal e totalmente condizente com os dias de hoje.

Claro que carregam influências, afinal o Thrash Metal não foi criado ontem, mas a roupagem é totalmente contemporânea. Fato é que temos um disco mais orgânico e menos sintético que outrora, além de possuir uma produção de ótima qualidade, a cargo de Fabiano Penna (Rebaelliun) no El Diablo, com masterização de Neto Grous no Absolute Master. Com ênfase em todos os instrumentos, a sonoridade de “Alienation” beira a perfeição e é ao mesmo tempo bem polida sem soar limpa demais.

No quesito adicionar, o Blackning conseguiu atingir uma objetividade ainda mais convincente que no debut, além de saber explorar bem esse pouco tempo com riffs excelentes e solos melhores ainda, sendo que a cozinha dá a estrutura necessária para o peso soar na medida certa.

A banda se mostra menos burocrática (lembra do início da resenha quando disse que até retirou alguns elementos?) e adicionou levíssimas doses de melodia, o que deu deixa para refrãos fortes e andamentos variados soarem como grandes pontos positivos no trabalho.

Destaque para as faixas Mechanical Minds, que possui uma levada que intimida de cara a bater cabeça, Devil’s Child (que conta com participação de Lohy Fabiano do Rebaelliun), The Rotten Institution e Corporation que traz participação de Andre Alves (Statues on Fire, ex-Musica Diablo e Nitrominds). A bela arte gráfica que ilustra o lindo digipack ficou a cargo de Marcos Zerma, da Black Blage Design. Ótimo!


8,5

Vitor Franceschini


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