quinta-feira, 9 de março de 2017

Sonata Arctica – “The Days of Grays”

(2009 / 2017 – Relançamento – Nacional)
                                       
Shinigami Records
                     
O sexto álbum dos finlandeses do Sonata Arctica ganha versão nacional graças à parceria entre a Nuclear Blast e o selo brasileiro Shinigami Records trazendo dois bônus tracks, a versão instrumental da música Everything Fades To Gray e a faixa In The Dark.

O trabalho distanciou de vez a banda do Power Metal convencional que apresentaram até o quarto disco “Reckoning Night” (2004), mas consolidou de vez a banda e sua busca incessante por uma identidade própria. Nele, uma aura mais obscura e flertes com o Prog Metal se fazem presentes.

Claro que há resquícios do que foi apresentado no início da carreira da banda, o que ajudou a preservar suas características, e isso já e nítido na faixa Deathaura. A música mostra velocidade, riffs potentes e levada típica, mas já traz quebradas intensas, orquestrações intrincadas e camas de teclados consideráveis, além da participação da cantora Johanna Kurkela, que cai bem à proposta. Ela reaparece na música No Dream Can Heal a Broken Heart.

Mas o restante do disco mostra um Sonata Arctica apostando em ritmos mais cadenciados, em arranjos fortes e Tony Kakko cantando variadamente, sem exagerar muito e fugindo um pouco do tradicional. Tudo com o clima obscuro já descrito no parágrafo anterior.

Fato é que o Sonata Arctica conseguiu mudar sua sonoridade e manter sua assinatura, afinal mesmo mostrando uma pegada diferente, o ouvinte vai conseguir identificar a banda. Até porque as mudanças não chegam a serem drásticas e sim uma busca por adição de elementos.

De qualquer forma o disco traz ótimas composições como The Last Amazing Grays, Flag in The Ground e a moderna Zeroes, mas que não mostra tanto ‘punch’ nas outras músicas. Vale destacar que o disco marcou a estreia do guitarrista Elias Viljanen, que adicionou uma boa dose de peso com suas bases sólidas. Longe de ser o melhor da discografia da banda, mas também longe de ser ruim.


8,0

Vitor Franceschini


   

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