terça-feira, 25 de abril de 2017

Gammoth – “Obliterate”

(2016 – Nacional)
                                       
Independente

Quando a experiência atinge certo ponto em uma banda, nada pode abalar suas estruturas se houver vontade de tocar. Um grande exemplo disso é este novo trabalho da banda paulista Gammoth, que sai 12 anos após o primeiro full-lenght (vale lembrar que neste meio teve o EP “Caro Data Vermibus” de 2013) e que mostra que a o quarteto sempre se manteve antenado.

Adeptos do Death Metal e todas as suas facetas, em “Obliterate” o grupo de Leme/SP continua com sua fórmula firme e forte. Claro que mostrando aquela típica evolução natural e um enorme entrosamento, já que os integrantes estão juntos desde a fundação, só estreando o baterista Renato Fialho, que chegou em 2013.

O trabalho se mostra o mais versátil e incrementado, aliando técnica e pegada na medida certa, sem exageros em momento algum. Durante a audição do disco, o leitor/ouvinte perceberá que há a brutalidade atual do estilo, assim como a morbidez que consagrou o Metal da morte no seu início.

O disco praticamente se divide em duas partes, sendo mais objetivo na primeira metade. Objetividade esta que demonstra mais velocidade e agressividade, mostrando precisão da cozinha e um trabalho intenso e variado das guitarras. Falando em variação, as três faixas que fecham o disco mostram algo mais burocrático, porém não menos interessante.

Fato é que as composições que fecham “Obliterate” mostram a evolução da banda, com variação rítmica e uma aura mais viajante, com destaque para a faixa que fecha o trabalho, Hydrophobia. É claro que ainda há mais destaques como In Bloodshed We Will Meet, Cry Havoc e a atípica Undepictable Embodiment of Chaos.

Atenção também para os vocais de Ulysses Carvalho (também baixista), a produção sonora acima da média e uma arte gráfica que une bom gosto e simplicidade, o Gammoth consegue soltar um trabalho que merece atenção e tem no conjunto da obra algo mais que positivo.


8,5

Vitor Franceschini



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