quinta-feira, 29 de junho de 2017

Lord Blasphemate – “Lucifer Prometheus”

(2017 – Nacional)
                                 
Heavy Metal Rock

“Lucifer Prometheus” é apenas o quarto álbum da banda potiguar Lord Blasphemate, que está na cena desde 1992. Mesmo em outros formatos, são poucos lançamentos do grupo, totalizando nove, com destaque para a auto-intitulada terceira demo de 1994 e o debut “The Sun That Never Dies...”, lançado em 1997.

De qualquer forma, a banda conseguiu consolidar seu nome entre os mais conhecidos do Black Metal nacional e por isso este novo disco foi muito aguardado. E, podemos dizer que esta espera valeu à pena, afinal temos aqui um trabalho digno do status da banda e que honra com louvor o estilo a que sempre apostaram.

Levando a dissecação do trabalho de uma forma diferente, esquecendo os seus antecessores, o novo disco do trio consegue transitar praticamente por todas as facetas que constroem o Black Metal, de forma natural e com que o ouvinte possa compreender isso de imediato. E tudo isso mantendo suas características, enfatizadas nos timbres secos de guitarras e na variação de andamentos, apostando em temas não muito rápidos.

De qualquer forma, temos aqui músicas violentas, com a faixa de abertura Lucifer Prometheus Sun in Aries 0°0’0″ – Equinox, que mesmo cheia de quebradas e viradas, externa um sentimento raivoso. Heptarchia Mystica – The Enochians Slaves Angelicae traz aquela angústia única do Black Metal e em seus longos dez minutos e meio, consegue passar por diversas atmosferas.

Aliás, há faixas longas aqui, mas muito bem versáteis e arranjadas, o que sempre foi característica da banda. Mencionando outras, The Magician Hierophant of Hadit in Equinox traz uma levada interessante e influência do Black Metal grego, enquanto Draco Estelar Ophidian Ignea traz uma veia Dark Metal e Le Messe Noir – Le Psychodrame Original mostra a banda de volta à fúria e imponente.

Com uma melodia bem definida e nada exagerada, o Lord Blasphemate consegue soar ao mesmo tempo típico e inovador dentro do estilo, o que lhe dá uma identidade bem própria e sólida. A produção orgânica é outro ponto crucial, caindo bem à proposta, enquanto os temas continuam seguindo o lado místico e oculto que sempre permeou as letras da banda. A capa é belíssima e digna do trabalho, que vem em uma embalagem digipack.


8,5


Vitor Franceschini

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