quinta-feira, 6 de julho de 2017

Tankard – “One Foot In The Grave”

(2017 – Nacional)
                                     
Nuclear Blast / Shinigami Records

O Tankard, um dos pilares do Thrash Metal alemão, nunca decepcionou e sempre se manteve fiel às suas características. Porém, sejamos honestos, a banda lançou discos bons nos anos 2000, mas nada que soasse significativo e que marcasse. Talvez “Kings of Beer” já lá no distante ano de 2000.

Quando revelou o primeiro vídeo com a própria faixa título e a capa com a mascote de volta, algo dizia que a banda chutaria o balde ainda mais alto (ou longe, depende da direção). E foi dito e feito, pois temos em mãos um trabalho típico da banda, mas inspirado como há algum tempo não se via (ouvia).

O quarteto, que está junto desde 1998 com essa formação, traz composições que servem como um guia de como se fazer Thrash Metal, mas não se restringir somente ao fundamental ao estilo. Afinal, há influências do Metal tradicional (ouça as faixa Syrian Nightmare, que é quase um Power Metal e comprove) e uma melodia imposta de extremo bom gosto.

O trabalho de guitarras de Andy Gutjahr é o melhor do músico até então, com riffs certeiros, enérgicos e solos na medida certa, sendo que o baixo do calejado Frank Thorwarth tapa os buracos necessários e ainda ajuda no peso. Olaf Zissel simplesmente dá aula de bateria, sendo equilibrado, porém com uma pegada e marcação intensas.

Nem precisa falar da assinatura da banda, que é a interpretação do vocalista Gerre, que aqui mantém aquela mescla de suavidade e agressividade incompreensível até hoje, mas que marca a sonoridade do Tankard. Todas as faixas são boas, algumas ótimas, ficando na mente e convidando ao ‘pôgo’ desde a primeira audição.

A versão nacional ainda vem com um CD bônus contendo a gravação do show da banda no Rock Hard Festival 2016, realizado no anfiteatro de Gelsenkirchen, na terra natal do grupo. Com um repertório que mescla clássicos absolutos como Zombie Attack e mais novas com A Girl Called Cerveza, o show é bacana, mas tem uma captação de áudio estranha, não ruim, mas um pouco ‘nas coxas’ para o padrão da banda. Porém, como é bônus, é lucro. Um dos melhores discos do ano e o melhor do Tankard em tempos.


9,5

Vitor Franceschini


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