quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

‘Haters’: o combustível da internet




Por Vitor Franceschini

São esmagadores os comentários negativos e os discursos de ódio em relação ao compartilhamento de mensagens positivas e divulgação daquilo que se aprecia na internet. Não é preciso de dados e nada, é um fato e está aí na rede para quem quiser ver (ler).

Pensando exatamente nisso, certo dia me peguei visualizando um clipe da banda Green Day e vi que o tal vídeo tinha mais de 128 milhões de visualizações no Youtube! Isso mesmo, uma nação inteira visualizou o vídeo dos caras. Aí fui lembrar-me do dia em que passei algumas horas com o guitarrista do Sepultura Andreas Kisser em seu programa “Pegadas do Andreas Kisser” na 89 Rádio Rock, na ocasião acompanhando a banda Os Capial, e ver o ar sereno que o músico carrega, cheio de tranqüilidade.

Pois bem, me veio os ‘haters’ à cabeça e os artistas mencionados acima são alvos comuns destes dentro da música pesada. Nessa doida reflexão, eu fiquei imaginando que a única função direta e real dessa galera que só sabe falar mal dos outros na internet é divulgar o trabalho dos caras, na melhor linha ‘fale mal, mas fale de mim’. E qual a conexão disso tudo? Vocês acham que artistas consagrados (incluindo estes que citei) sentem um arranhãozinho que seja com comentários de ódio contra sua obra? Sendo que um vende milhões de discos pelo mundo, o outro atingiu o topo da música pesada sendo oriundo de um país sem tradição no estilo e outros são admirados por ‘bilhões’ de pessoas?



Porém, enquanto escrevia este texto, me veio também à cabeça qual o papel real destes ‘haters’, além de serem instrumentos de divulgação em massa? Sem meias palavras, é ser idiota. Afinal de contas, enquanto o sujeito perde tempo falando daquilo que não gosta (poderia usar esse tempo para falar daquilo que gosta), ele divulga o que odeia e ainda por cima não ganha nada com isso (a não ser inimigos ou apoiadores parasitas, que adoram rir da cara alheia).

A única conclusão é que não há dúvidas que as redes sociais são alimentadas principalmente por estes ‘haters’, que hoje viraram público alvo de diversos artistas, produtos e até dos malditos políticos. E são alvos fundamentais das principais agências de propagando do mundo todo, inclusive a que presta serviço pra Coca-Cola.

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*Vitor Franceschini é editor do ARTE Metal, jornalista graduado, palmeirense e headbanger que ama música em geral, principalmente a boa. Odeia dizer o nome daqueles que não gosta.

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