quinta-feira, 17 de maio de 2018

Heavatar – “Opus II - The Annihilation”


(2018 – Nacional)

Shinigami Records

O Heavatar é uma banda encabeçada por Stefan Schmidt (vocal/guitarra) que despontou no cenário com o grupo de Metal à capela Van Canto. Nada bobo, o alemão chamou para seu time nada mais, nada menos que Daniel Wicke (baixo, ex-Jester's Funeral), Sebastian Scharf (guitarra, ex-Fading Starlight) e o lendário baterista Jörg Michael (ex-Stratovarius, ex-Grave Digger, ex-Running Wild, ex-Rage, entre outras).

Este é o segundo trabalho da banda, que dá continuidade a “Opus I - All My Kingdoms”, lançado em 2013. A sonoridade é focada num Power Metal bem agressivo, mas que se contrasta com a suavidade dos arranjos sinfônicos de teclados (nada excessivos, diga-se de passagem).

As composições do disco se baseiam em nomes clássicos da música erudita como Giacomo Puccini, Antonio Vivaldi, Frédéric Chopin e Ludwig Van Beethovejn, além de outros. Entre as composições, peças retiradas de músicas compostas por essas lendas se mesclam às linhas próprias da banda.

Pode não ser original, mas o Heavatar (que deve ter este nome exatamente por fazer essa mistura) consegue soar legal. De início parece algo comum, mas a cada audição, nota-se o diferencial da banda e a riqueza da sonoridade contida no disco. As faixas que mais chamam atenção são None Shall Sleep, Into Doom, Hijacked by Unicorns, The Annihilation e A Look Inside.

Os vocais de Schmidt são um show à parte com um timbre que carrega influências desde Phill Anselmo até Rob Halford, mas com sua própria naturalidade e forma de interpretar. A produção do próprio Schmidt captou uma sonoridade moderna, mas sem os excessos atuais, dando mais peso e consistência às músicas. Ótimo trabalho.


8,5

Vitor Franceschini

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