terça-feira, 14 de agosto de 2018

Triumph – “Allied Forces”


(1981 – 2018 – Relançamento – Nacional)

Hellion Records

“Allied Forces” é o quinto álbum dos canadenses do Triumph e o mais expressivo da banda, além de mais bem sucedido. É raro um trabalho soar tão enérgico, com cara de debut (pela vitalidade da banda) e tão impactante quando vem após quatro lançamentos e seis anos de carreira... Mas “Allied Forces” é isso tudo.

Lançado em 1981 o trabalho, que a época chegou ao 23º lugar no chart de ‘Pop Albums da Bilboard’, é lançado pela primeira vez em CD no Brasil, através da Hellion Records, e deve ser conferido imediatamente. O porque será explicado.

Um título nunca soou tão bem pelo que a música que contém no disco representa, afinal, o trabalho é uma mescla incrível entre o Metal, o Hard Rock e o Progressivo. E, melhor, tudo de forma equilibradíssima, resultado de uma banda renovada e que naquele tempo inaugurava seu próprio estúdio, o Metalworks, em Mississauga, no Canadá.

A sonoridade, hoje orgânica até demais (porém muito boa e bem timbrada), era algo novo, e dava uma densidade maior às composições. Composições essas que soam como verdadeiros hits, praticamente todas, em especial a progressiva e bem semelhante aos conterrâneos do Rush, Magic Power e Fight The Good Fight, que atingiram o 8º e 18º lugares nas paradas do ‘Mainstream Rock chart’.

Fool For Your Love, que abre o disco, é um Hard ‘n’ Heavy que convida o ouvinte a levantar e agitar, uma perfeita introdução que gruda na hora, a faixa título é um Heavy Metal tradicional potente, Ordinary Man uma balada poderosa e emotiva, com direito a partes acústicas estupendas, e letra bem sacada, além de um refrão viajante.

Além de uma capa simples e marcante, “Allied Forces” é um disco icônico que divide águas dentro do estilo e da própria banda, um dos melhores power trios da época, com Rik Emmet (vocal/guitarra), Mike Levine (baixo) e Gil Morre (bateria). A faixa que encerra o trabalho, a excelente Say Goodby, ainda atingiu a 50ª posição do ‘Mainstream Rock Chart’, um ano depois. Um disco atemporal guardadas as devidas proporções, porém essencial sem argumentações.


10

Vitor Franceschini

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