quarta-feira, 1 de maio de 2019

Disruption Path: Amantes do Death Metal




Por Vitor Franceschini

Não há melhor ingrediente na música, além do talento claro, do que fazer o que ama. De tal forma, o conhecimento de causa e a garra surgem naturalmente. É assim que a banda paulista Disruption Path destila seu Death Metal. Amando o estilo e o conhecendo de ponta a ponta. Isso pode ser conferido no primeiro EP do grupo, o já bem repercutido “Warped Sanity” (2019). Para falar sobre esse pontapé inicial e apresentar a banda ao público, o vocalista Helton Henrique e o baterista Daniel conversaram com o ARTE METAL. A banda é completada por Adler (baixo) e Fernando Alan (guitarra).

Primeiramente gostaria que vocês falassem um pouco de como surgiu a ideia de unir a banda? Afinal, a Disruption Path é a junção de uma geração mais velha do Metal com uma mais jovem, mesmo todos integrantes possuindo experiência na cena.
Daniel: A banda começou inicialmente comigo e o Adler, porém no início não tínhamos vocalista. Já tínhamos amizade com Helton Henrique (ex-Maithungh e Setharus), convidamos para ajudar a banda nessa fase e ele topou ensaiar com a banda pois ele achou que se encaixava no estilo e gostava da nossa linha de som. E por um tempo a banda se firmou comigo na bateria, Adler no baixo, Diego na guitarra e Helton no vocal. E assim começou a evolução da coisa. Com as coisas começando a ficar mais sérias e a banda começando a rodar, o Diego resolveu sair da banda dando espaço para o Tony nas guitarras. Após uma breve conversa resolvemos colocar um segundo guitarrista, de imediato o Helton lembrou do Fernando Alan, atual guitarrista, que outrora já tinha tocado em um projeto anterior com ele.
Helton Henrique: Eu imediatamente liguei para o Fernando que sem piscar aceitou a proposta, e demos início a essa nova fase da banda. Fernando de imediato veio a somar   compondo e repaginando o som, essa formação atual, ficou animal. Após um período ainda sem realizar shows, o Tony decide deixar a banda. E por questões óbvias, resolvemos ficar com uma guitarra apenas

E desde o intuito a proposta foi fazer Death Metal?
Daniel: Sim, o intuito era fazer Death Metal desde o início e como os membros são amantes do estilo surgiu de forma natural as composições da banda.

E como foi compor o primeiro EP “Warped Sanity” (2019)? Qual a metodologia que a banda usou e o processo?
Daniel: As músicas já estavam prontas e com a chegada do Fernando ele deu seu toque pessoal e as coisas saíram da forma mais natural possível, dando assim a forma ao EP, que inicialmente seria uma demo.

O trabalho foi produzido no Mob Dick Studio com Alexandre Machanocker e a própria banda. Por que essa escolha e como foi o trabalho?
Helton: Primeiramente por eu já ter tocado com o Lê e o mesmo ter produzido o álbum do Maithungh (“Lust in the Kingdom of God” de 2009) e como ele já tinha metal no seu DNA, um estúdio “fodástico”, além do entrosamento com os membros da banda, foi meio natural essa escolha.

Vocês atingiram o resultado desejado?
Helton: Sim, atingimos! O resultado foi melhor que o esperado e com críticas extremamente positivas pelos bangers e mídias especializadas.



Além disso, vocês conseguiram soltar o primeiro trabalho via Extreme Sounds Records, que já lançou discos de nomes como Forceps, Funeratus, etc. Como optaram pelo selo e como é trabalhar com ele?
Daniel: Na verdade eu já tinha amizade com Caio (proprietário da Extreme Sound) e sempre conversávamos, além de ele já conhecer o som da banda. E quando resolvemos lançar o EP foi nossa primeira escolha o selo. E, após o Caio assistir algumas apresentações da banda a coisa acabou acontecendo da melhor forma possível, com convite para participar do Extreme Sound Fest, onde anunciamos a parceria.
Helton: O selo dá muito suporte à banda em todos aspectos, tanto em marketing como em outras situações além da distribuição. Somos extremamente agradecidos a essa parceria.

Agora falando da sonoridade do trabalho, “Warped Sanity” é um EP que, mesmo com apenas quatro faixas consegue transitar por todas as facetas do Death Metal. Isto é, desde seus primórdios, passando pelo auge nos anos noventa e a polidez atual do estilo. Isso foi algo que sempre almejaram ou fluiu naturalmente?
Helton: Fluiu de forma natural, pois todos têm suas preferencias dentro do estilo, o que acabou agregando à sonoridade e personalidade da banda.

Aliás, a Disruption Path é formada por integrantes e ex-integrantes de bandas como Maithung, Setharus, Apocalispe Nuclear, Inluminatti e Madness. Até que ponto essas bandas, que são de estilos distintos, influenciaram na sonoridade?
Daniel: Dentro da música extrema existem várias técnicas e estilos diferentes. Essas passagens e influências somaram muito, além de amadurecer e agregar de forma positiva o som do Disruption Path.

Voltando ao EP, o disco traz também um contraste entre brutalidade e leves doses de melodia. Como utilizar esse último recurso sem fazer com que o trabalho soe ‘acessível’ e como mesclar essas características?
Helton: Na verdade não pensamos muito nisso, as composições saíram de forma natural que partiram de bandas que ouvimos e a herança das bandas que tocamos.

A técnica também aparece no trabalho, mas não se sobrepõe ao feeling e peso. Como chegaram a esse resultado?
Helton: Daniel é um baterista extremamente técnico e veloz, é um cara muito perfeccionista, toca bateria todos dias por horas a  fio e estuda técnicas dos mestres do estilo. Fernando por sua vez é outro estudioso e técnico, monta e desmonta seus instrumentos de forma a deixar com peso e timbres que gosta de tocar. Acho que estes dois fazem a diferença neste aspecto. Eu o Adler somamos apenas (gargalhadas).

E o que vocês procuraram abordar nas letras de “Warped Sanity”? Enfim, qual mensagem tentaram passar?
Helton: Nossos temas abordados vão desde loucuras do cotidiano do ser humano e insanidades cristãs provocadas pela religião. Loucura, ódio, terror, tormento, religião e caos!

Como o EP tem sido recebido tanto pela crítica, quanto pelo público? Alguma sondagem do interior?
Daniel: A recepção tem sido acima da média, o resgate dentro do estilo nos deu uma abertura muito foda! A cada show nossa satisfação aumenta e o tesão de tocar este estilo doentio é algo indescritível, aproveitamos para agradecer os bangers e a midia especializada pelo suporte.

Por fim, além de divulgar “Warped Sanity”, quais os planos da banda para este 2019?
Helton: Tocar o máximo possível em cada canto desse país e fora se rolar a oportunidade, finalizar o ‘full’, esperamos ser bem recebidos nos shows.

No mais é isso. Esse espaço é para vocês deixarem uma mensagem aos leitores.
Helton e Daniel: Agradecemos a oportunidade de falar para os leitores do Blog ARTE METAL. Valeu demais pelo espaço, aos bangers que nos acompanham em cada show, vocês são fodas. À Extreme Sound Records pelo suporte e parceria. Às bandas parceiras de estrada, valeu a energia trocada em shows. Valeu demais a todos envolvidos na banda desde a arte da capa, foto, logo, merchandising, gravação e apoio. Assessoria de imprensa da VHPress. Enfim todos que diretamente ou indiretamente apoia a banda em todos aspectos.

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