(2025 – Nacional)
Heavy Metal Rock
O
death metal brasileiro é um dos mais conceituados do mundo e talvez o mais
diferenciado, ponto! Logo, soar único dentro do estilo, na terra em que cada um
faz com uma personalidade é algo de grande responsabilidade. E estamos diante
de uma formação que consegue isso com êxito.
Vindo
do interior paulista, mais precisamente de Rio Claro, a Mordeth é uma banda que
conseguiu emplacar um clássico logo no início, “Lux In Tenebris”, lançado em
1993. O disco mostra uma banda interessada em temas extraterrestres, de ficção
científica, mas sempre os interligando a realidades não muito fáceis da
humanidade.
E
sonoramente também moldaram sua personalidade voltada a um som pesado, com os
elementos fúnebres do death metal, mas com um fundo científico e futurístico
sempre utilizando sintetizadores na medida. E eles mantiveram isso durante os
mais de 35 anos de carreira.
Não
seria diferente neste mais novo disco “Hermetic Creation”, quarto álbum de
estúdio. A diferença aqui é a maturidade e consistência, que talvez seja fruto
de dois integrantes fundadores (o guitarrista e vocalista Vladimir Matheus e o
baixista Wit) continuarem no time, sabendo exatamente o caminho das pedras.
Completa o line-up o baterista Paulo Trevisolli.
E,
em seus pouco mais de 35 minutos, a banda consegue êxito em todas as faixas,
trazendo sua personalidade à tona com guitarras bem desenvolvidas, a sessão
rítmica que consegue manter a versatilidade rítmica sob controle, além dos
sintetizadores de fundo que tornam tudo característico e aparecendo até um
pouco mais do que de costume. Tudo tendo os vocais de ‘alien maléfico’ de
Vladimir, que se tornou uma das principais assinaturas da Mordeth.
E,
das tarefas mais difíceis do disco, escolher os destaques é covardia. Mas, não
tenha dúvidas que depois da introdução “Lux In Tenebris” (seria uma
homenagem?), “Alien”, “Stellar Necropolis” e a faixa título,
virem itens obrigatórios nos shows. Com o tempo, “Hermetic Creation” tem a
chance de se tornar o grande disco da Mordeth.
Por
Vitor Franceschini
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