sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Queensrÿche – “Queensrÿche” – 2013 – Shinigami Records (Nacional)

Não serei nem o último e nem o primeiro a comentar o imbróglio que envolve o Queensrÿche e seu agora ex-vocalista Geoff Tate (que mantém uma banda homônima e lançou um disco bem mediano em abril deste ano intitulado “Frequency Unknown”). Muito menos farei comparações.

O fato é que é este Queensrÿche (que briga com Tate na justiça pelo nome do grupo) saiu na frente. A impressão que tenho, é que os dois grandes (ex) compositores da banda, no caso o guitarrista Chris De Garmo (que saiu em 2003) e próprio Geoff Tate foram responsáveis por tirar a banda dos trilhos durante um bom período em que lançaram discos pífios.

Porém, isso é apenas uma impressão, já que os remanescentes Michael Wilton (guitarra), Scott Rockenfield (bateria) e Eddie Jackson (baixo) ficaram na banda, e foram responsáveis pelas ótimas composições aqui contidas. E assim, sentimos um belo retorno às origens sem soar forçado.

Todd La Torre, o novo vocalista manda muito bem, e lembra Tate em alguns momentos. Porém, sua voz é menos límpida, mais rouca e se encaixa mais ao lado Hard Rock da banda. Aliás, o trabalho vocal do disco está ótimo, com refrãos dobrados e backing bem suaves, como pode ser constatado em faixas como Redemption e Vindication, que estão bem interligadas no disco.

O lado progressivo da banda está seguindo bem a linha dos álbuns clássicos que nem precisam de menção. O jovem guitarrista Parker Lundgren parece ter se entrosado bem com Wilton, o que pode ser comprovado já em Where Dreams Go to Die e na balada viajante A World Without.

O fato é que o 13º álbum do Queensrÿche, este auto-intitulado, mostra uma banda com energia e que parece ter reencontrado seu caminho. Sem dúvidas esse é o melhor trabalho da banda desde “Empire” (1990) ou no mínimo, um dos melhores.


8,5

Vitor Franceschini


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