quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Bloodwork – “Just Let Me Rot” – 2014 – Rotten Foetus Records/Rapture Records/Rock Animal/Blasphemic Art/Terceiro Mundo Chaos Discos (Nacional)

Mais um grande nome oriundo das entranhas do Rio Grande do Sul, o Bloodwork não inova no Death Metal – até porque o estilo não exige isso -, mas o faz com maestria e muito conhecimento de causa. Enfim, “Just Let Me Rot” (que título sensacional!), é praticamente um jogo ganho aos amantes do estilo.

Vamos começar pela belíssima produção de Sebastian Carsin ao lado da banda. Carsin, que vem se tornado um grande nome na produção do Metal nacional, conseguiu captar muito bem a sonoridade imposta pela banda, já que o quinteto de São Leopoldo une técnica e brutalidade.

Influenciados diretamente por Cannibal Corpse e Suffocation, os riffs abastecem grande parte do peso das composições, tendo como aliado as enfáticas linhas de baixo que estremecem tudo e uma bateria que é bem explorada ditando os ritmos ora velozes ora mais cadenciados.

Se utilizando de temáticas gore (canibalismo, morte e terror), a banda mostra objetividade em faixas relativamente curtas. Tudo com ótimos vocais guturais, versáteis e que soam rasgados em alguns momentos. A morbidez dita o clima das composições, o que é algo essencial no Death Metal.

Difícil mesmo é destacar apenas algumas composições, mas fique de olho (ou de ouvidos?) em faixas como Defecating Broken Glass, Asphyxiant Cum Load e Toothed Vagina. Mas a indicação correta é apreciar o álbum todo sem moderação. Orgulho do Death Metal brasileiro!


8,5

Vitor Franceschini


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