quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Riti Occulti – “Tetragrammaton”

(2016 – Importado)
                                             
Nordavind Records

Estes italianos oriundos da capital Roma estão na ativa desde 2011, isto é, a banda é relativamente nova, porém prolífica. Afinal, em seu quinto ano de carreira chega ao seu terceiro full-lenght e quarto trabalho, se contarmos o single “Eleanor Rigby”, lançado no ano passado.

São cinco anos trazendo certa peculiaridade à música pesada, já que aposta em algo que passa pelos caminhos do Black Metal, Doom Metal e Stoner Rock, mas sem nunca se utilizar de guitarras e sim tendo suas bases sustentadas pelo contrabaixo, além do bouzouki.

Ok, em seu primeiro disco auto-intitulado a banda conseguia soar extrema e mesmo optando por tais estruturas, pouco se diferenciava de outros grupos. Isso começou a aparecer mesmo no segundo disco, “Secta” (2013), e definitivamente caracteriza a banda neste “Tetragrammaton”.

Com o uso bem dosado de sintetizadores, a sonoridade do grupo soa bem maléfica e corresponde aos temas ocultos e de magia negra que permeiam as composições. O peso é diversificado, sendo que o baixo dá uma sonoridade um tanto quanto suja às suas músicas.

É importante destacar o belíssimo trabalho vocal que conta com duas mulheres. Enquanto Serena Mastracco impõe um gutural temeroso, Elisabetta Marchetti traz a beleza do lírico e os impõe da forma mais fiel ao seu timbre possível. É só ouvir composições como Adonai II, Adonai III e Adonai IV pra confirmar tais fatos.

Ainda há inclusão de belos coros que seguem desde o canto gregoriano, até vocalizações acompanhadas por batidas orientais. Aliás, o disco segue uma tetralogia que o torna ainda mais interessante. Tudo com uma produção de qualidade. Diferente e interessante.


8,0

Vitor Franceschini


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