sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Anthrax – “Stomp 442”

(1995 / 2016 – Relançamento – Nacional)
                                              
Shinigami Records

A versatilidade do Anthrax, advinda até mesmo de seus tempos áureos do Thrash Metal e que fazia com que muitos ‘die hards’ não engolissem a banda, serviu e muito para o grupo se manter quando o estilo perdeu forças. Os anos 90 é um grande exemplo disso e o grupo conseguiu tirar de letra.

Ok, a banda mudou bastante seu direcionamento, incluindo a entrada de John Bush que deu uma pegada mais Heavy Metal à música do grupo, mas fato é que a influência Hardcore, o flerte com o Hip Hop (no auge, a banda chegou a gravar com o Public Enemy), adaptar o Metal do grupo a algo mais alternativo foi coisa fácil.

“Sound of White Noise” (1993), primeiro álbum com Bush, mostrou do que a banda é capaz, trouxe a veia alternativa à tona e hoje é considerado um dos discos mais conceituados do grupo. Já “Stomp 442” (1995), mesmo sendo um bom disco e praticamente mantendo a proposta do anterior, foi digerido mais devagar.

O trabalho, que traz uma sonoridade mais simples e mais melódica, além de uma produção bem orgânica e guitarras um tanto quanto estridentes para os padrões da banda, não chamou atenção de cara e, talvez até hoje sofra resistência de alguns fãs mais exigentes.

Fato é que “Stomp 442” é um grande disco, de uma banda que consegue mudar sua fórmula sem perder suas características. Talvez seja o trabalho do Anthrax com mais acessibilidade, porém as bases sólidas de Scott Ian, a bateria com viradas insanas de Charlie Benante e os vocais únicos de Bush estão nele.

O disco inclusive é o primeiro da banda após a saída do guitarrista Dan Spitz, sendo que a função de solar é de Benante que se mostra um bom guitarrista (isso mesmo!), claro que dentro de suas limitações. Hoje, músicas como Random Acts of Senseless Violence, Fueled, Nothing, American Pompeii e a belíssima balada Bare são clássicos da banda. Agora, “Stomp 442” é relançado e chega em solo nacional através da Shinigami Records. Uma ótima chance pra conhecê-lo melhor e em mãos.


8,5

Vitor Franceschini


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