quinta-feira, 18 de maio de 2017

Deep Purple – “Infinite”

(2017 – Nacional)
                                               
Shinigami Records

Único remanescente do trio de ferro do Rock and Roll (ou até do Metal, se preferir), o Deep Purple tem nos agraciado com um senso criativo elevadíssimo e álbuns interessantes nos anos 2000. A banda soa até prolífica, ainda mais pra quem está na ativa há tanto tempo.

“Infinite” mostra um vigor interessante e músicas ainda melhores, preservando as características do grupo e mostrando que estão se adaptando às suas condições como poucos. Isso se dá principalmente com o vocalista Ian Gillan, que já não é mais o mesmo e contou com uma tirada de pé de seus colegas de banda, fato que é totalmente compreensível, pois voz é algo físico e natural, que o tempo também deteriora.

É de se destacar a energia das composições e o poder de atrair o ouvinte já na sua primeira audição, coisa que não vinha acontecendo nos anteriores. Talvez a simplicidade e objetividade das novas músicas sejam o principal fator, porém, a execução das mesmas mostra uma banda com técnica e ‘feeling’ impecáveis.

Agora, sejamos justos, já que Gillan, Ian Paice e Roger Glover dispensam apresentações. Impressiona o trabalho de Don Airey neste disco. Com arranjos magníficos de teclados, o cara consegue conduzir de forma empolgante suas linhas, o que não é fácil em um instrumento como este dentro do Rock. Praticamente todas as músicas são enriquecidas com suas passagens.

Claro que Steve Morse também mostra um trabalho impecável e, mesmo tendo que substituir Richie Blackmore há 23 anos, parece ter nascido para integrar o Purple, com suas bases gostosas de ouvir, peso na medida certa e solos equilibrados memoráveis. O melhor disco da banda nesses anos 2000, sem dúvidas.


8,5

Vitor Franceschini


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