quarta-feira, 24 de maio de 2017

Warbringer – “Woe to the Vanquished”

(2017 – Nacional)
                                  
Shinigami Records

Há muito conservadorismo dentro do cenário metálico, e isso não está restrito à política. É fato que muito ‘headbanger’ se recusa a ouvir muita coisa nova, às vezes com argumentos infundados e desculpas esfarrapadas, do tipo: ‘é tudo igual’, ‘muito moderno’, ‘parece isso ou aquilo’, entre outras babaquices.

Em primeiro lugar, o Metal não é um estilo genuíno, descende do Rock mesclado com outros estilos. Segundo que há pouco terreno a ser explorado em termos de originalidade hoje em dia, e por último, há muita coisa nova e bandas novas que têm lançado trabalhos mais convincentes que muita banda clássica lançou nos últimos anos.

Ok, o Warbringer não é uma banda nova, mas desponta agora no cenário mundial e foi formada nos anos 2000, isto é, ‘muito nova’ pra muita gente. Azar, porque aqui temos um grupo de Thrash Metal que consegue soar atual, trazer resquícios de cada faceta do estilo e ainda assim honrar as raízes do gênero sem soar datado.

É pelo menos isso que representa “Woe to the Vanquished”, quinto disco de estúdio da banda, que mostra que o quinteto moldou-se, deixando de lado um pouco as influências de outrora (Exodus, Death Angel, etc.). A sonoridade atual traz até influência do Thrash europeu, principalmente na agressividade e nos vocais de John Kevill que sempre apostou no rasgado.

“Woe to the Vanquished” é sem dúvidas o disco mais bem lapidado da banda, em todos os sentidos. As composições são bem estruturadas e a execução primorosa, sendo que a produção é a melhor da carreira e, mesmo trazendo um ar mais moderno em relação aos trabalhos anteriores, a sonoridade flui natural e equilibrada, sem ‘envernização’.  

Woe to the Vanquished, Shellfire e Descending Blade são grandes composições que se destacam, mas vale uma passada por todo o tracklist. Porém, a longa When the Guns Fell Silent, mostra que agressividade e variação podem andar juntas e também gerar composições majestosas!


9,0

Vitor Franceschini


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