quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Sem Textão: Shows internacionais: por que beber e se alimentar nestes lugares é tão caro?




Por Vitor Franceschini

Que o Brasil é rota de shows internacionais em tudo quanto é estilo de música atualmente, todo mundo sabe. No Rock/Metal então, nem se fala. Desde bandas gigantes, como bandas médias e até bandas do underground mundial aportam por aqui. Algumas com um intervalo de menos de um ano.

Outro fator é que os shows de médio a grandes (os gigantes também, obviamente) são caros, independentemente de suas produções (tanto do conforto do público, quanto da produção audiovisual), o preço não será menor que uma centena de reais. Ok, há vários motivos que explicam isso, como taxas de embarque, cachês das bandas, aluguel de aparelhagem, local e afins, além dos impostos abusivos colocados inclusive já nestes custos mencionados. Nem vou comentar a famosa taxa de conveniência (ou inconveniência) imposta nos sites de vendas de ingressos.

Mas por que, nos shows de médio a gigantes o preço das comidas e bebidas são tão caros? Isso na maioria de eventos de médio a grande porte (inclusive feiras, esportivos, etc). Isso incumbe no custo da produção do show? Se sim, por que os preços dos ingressos continuam sendo abusivos? Isso não poderia rebater em diversos outros serviços? Os produtos de alimentação e bebidas não são nacionais? Qual a demanda sobre isso?

Respostas convincentes seriam interessantes, caso a gente não soubesse que os preços são superfaturados nestes eventos, chegando a custar o quádruplo do que consumimos em supermercados e bares fora destes recintos. Um cachorro-quente a R$ 20, que não é lá essas coisas, enquanto o ‘dogão’ aqui da esquina do trampo sai por R$ 5 e é mil vezes melhor! O preço da cerveja, para quem lê o blog é batata, todo mundo sabe. Em um evento, custa no mínimo R$ 12 uma lata de 350ml. Num supermercado você acha por seis vezes mais barato. Água potável, o essencial, que em diversos eventos da Europa é disponibilizado gratuitamente, aqui pode chegar ao mesmo preço.

Ainda fiquei sabendo, que em alguns eventos não permitem a compra de um produto apenas, ou seja, exigem agora a compra de combos. Isso se chama exploração, e vejo muita gente aceitando isso calada. Sei que pouco pode-se fazer em um país onde o capitalismo selvagem dominou grande parte da população, mas sinceramente, não é questão de ser caro e a gente estar ciente que é. É estar muito, mas muito acima do que podemos e, pra quem gosta tanto de falar de ‘lei’ e ‘crimes’, não passa de um roubo dentro da lei.

*Vitor Franceschini é editor do ARTE Metal, jornalista graduado, palmeirense e headbanger que ama música em geral, principalmente a boa.  Não é pão duro, mas se tiver pão duro come de graça.

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